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Leixões - Equipa limpou má imagem da Trofa frente a um adversário de grande calibre Deu para ressuscitar a alma
Liga de Honra (22ª Jornada)
Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Leixões, 0 Rio Ave, 0
Leixões Beto; Alexandre (Ricardo Jorge, 65), Elvis, Joel (Ruben Ribeiro, 79) e Nuno Amaro; Jorge Duarte (Bruno China, 72), Malafaia e Hugo Morais; Marco Cadete, Roberto e Jorge Gonçalves TR: Vítor Oliveira
Rio Ave Mora; Vítor Gomes, Danielson, Bruno Mendes e Milhazes; André Vilas Boas (Chidi, 74), Niquinha e Delson; Evandro (Ricardo Jorge, 90+4), Keita e Fábio Coentrão (Ronaldo, 89) TR: João Eusébio
Ao intervalo: 0-0 Disciplina: Cartão amarelo a Bruno Mendes (10), Roberto (24), Fábio Coentrão (40), André Vilas Boas (45) e Malafaia (63)
Na recepção ao líder da prova, o Leixões não conseguiu levar de vencida o Rio Ave, mas realizou uma boa partida frente a um adversário de elevada qualidade. Os cerca de seis mil espectadores que se deslocaram ao Estádio do Mar assistiram a um jogo muito disputado e equilibrado, nem sempre bem jogado e com poucas oportunidades de golo. Face às muitas baixas no plantel leixonense, Vítor Oliveira promoveu algumas alterações na equipa, onde sobressaiu a entrada de Malafaia, o melhor em campo.
Cadete com a mão?
Logo aos três minutos, o primeiro lance susceptível de discussão, com Marco Cadete a aparecer com espaço na área para rematar à baliza de Mora. O extremo demorou a preparar o remate, sofreu a pressão de Milhazes, e depois viu o lance ser interrompido pelo árbitro, que entendeu que o dianteiro jogou a bola com a mão. Primeiro momento de polémica no Estádio do Mar. Aos nove minutos, após excelente recuperação de Malafaia, Hugo Morais lançou Roberto, mas o avançado, ao contrário de outras ocasiões, atrapalhou-se com a bola e permitiu o desarme de Bruno Mendes. Na jogada seguinte, Roberto, após abertura de Malafaia, fica isolado, mas o árbitro assistente marca fora-de-jogo. Mais protestos da equipa da casa.
Rivalidade e picardias
A rivalidade entre as equipas e a disputa pelo primeiro lugar auguravam um grande jogo. Numa tarde perfeita para a prática do futebol, Leixões e Rio Ave enfrentaram o jogo com muito calculismo e determinação, onde o equilíbrio foi a nota dominante em todos os aspectos do jogo. Enfrentando cada lance com grande determinação e impetuosidade, os minutos que se seguiram foram propícios a desacatos e paragens de jogo. O Rio Ave controlou melhor os ânimos e passou a controlar o jogo, porém, sem nunca conseguir incomodar Beto. Fábio Coentrão era o perigo número um para a defensiva rubro-branca mas, à medida que o tempo foi passando, o Leixões acertou nas marcações, equilibrou o jogo e conseguiu criar novamente perigo junto à baliza adversária.
Jorge Gonçalves não chega
Aos 25 minutos, Roberto ganha nas alturas aos centrais vila-condenses e a bola chega ao segundo poste, onde Jorge Gonçalves não consegue chegar ao esférico por pouco, gorando-se, assim, um lance de perigo. Dois minutos volvidos, Marco Cadete combinou na perfeição com Alexandre, o lateral desmarcou-o para zona de remate, tendo o tiro do extremo saído por cima do alvo. Pressionando o Rio Ave junto à sua área defensiva, o Leixões entrava numa fase de maior acutilância ofensiva, como o demonstra o elevado número de cantos conquistados (quatro consecutivos), os quais por várias vezes levaram o perigo junto à baliza de Mora.
«Morales» em vólei
Em cima do intervalo, o golo poderia ter surgido em qualquer uma das balizas. Primeiro foi o Leixões quem dispôs de oportunidade para marcar; em remate em vólei, Hugo Morais – «Morales» para os companheiros de equipa – rematou por cima da baliza, após cruzamento de Jorge Gonçalves, desperdiçando a melhor jogada e hipótese de golo da equipa durante todo o jogo. Instantes depois do remate do 7 leixonense, Fábio Coentrão obrigou Beto a brilhar. Depois de ter ganho a bola a Alexandre (em falta?) junto à área de Beto, a estrela vila-condense entrou dentro da área, rematou forte, tendo respondido de forma superior o guardião Beto, que negou os intentos do avançado e fez com a igualdade chegasse até ao intervalo. Mas antes do termo da primeira parte, a concluir uma jogada de contra-ataque, Fábio Coentrão voltou a assustar o público leixonense, num remate que passou ligeiramente ao lado da baliza rubro-branca.
Bruno Mendes poupado
Nos descontos da primeira parte, em nova falta sobre Roberto, o central Bruno Mendes foi poupado por João Ferreira e não foi punido com o segundo cartão amarelo. Uma decisão incompreensível do árbitro, que assinalou a infracção, mas sem aplicar a respectiva sanção disciplinar.
Muita luta a meio-campo
No reatamento, as equipas entraram com mais cautelas e cuidados na abordagem ao jogo. Preenchendo a zona intermediária do terreno, matosinhenses e vila-condenses não arriscaram um milímetro em termos ofensivos, privilegiando sobremaneira os cuidados defensivos. Ninguém queria perder um jogo de tamanha importância. Aos 55 minutos, Bruno Mendes voltou a cometer falta para segundo cartão amarelo, mas João Ferreira mostrou-se novamente benevolente com o central forasteiro.
Lesões limitam risco
No momento em que o jogo se aproximava da fase decisiva, Vítor Oliveira viu-se obrigado a mexer na equipa devido ao desgaste de Jorge Duarte e Joel. Sem poder arriscar em soluções ofensivas, o timoneiro leixonense não pôde lançar trunfos atacantes para enfrentar a fase final da partida. Ricardo Jorge (Cadinha) ainda foi a primeira aposta, mas os pés de ouro do miúdo, desta vez, não confundiram a defesa vila-condense.
Elvis salva na linha
Ao minuto 90, Keita, após cruzamento de Ronaldo, rematou cruzado, mas Elvis, atento, evitou sobre a linha que o lance resultasse em golo. O que a acontecer seria uma injustiça, pois o empate é o resultado que melhor ilustra o que aconteceu nas quatro linhas. No cenário em que o Leixões iniciou a partida (sete indisponíveis, devido a lesões e castigos), pode dizer-se que a equipa ressuscitou a alma frente a um adversário experiente e tacticamente muito evoluído. Como consolo fica ainda o facto do Leixões ter conquistado vantagem no confronto directo com os vila-condenses (ganhou 1-2 em Vila do Conde). O árbitro, João Ferreira, realizou um trabalho para esquecer. A nível disciplinar, poupou Bruno Mendes da expulsão e, em algumas picardias, fechou os olhos e não agiu disciplinarmente. Para piorar o estado de coisas, não foi devidamente assistido pelos auxiliares.
Sempre incansável Máfia Vermelha apoia
“Uma SAD séria, uma equipa belíssima, uns adeptos fantásticos, eis o mágico Leixões”. A frase é da autoria da claque leixonense Máfia Vermelha e corresponde àquilo que foi pedido pelo presidente Carlos Oliveira no rescaldo da derrota na Trofa. Num momento decisivo da época, os adeptos mostram confiança na direcção e continuam a apoiar a equipa.
Profunda gratidão Glórias do voleibol homenageadas
Durante o intervalo, algumas glórias do voleibol leixonense foram homenageadas. Raquel Monterroso, Paula Monterroso, Vasco Rijo e Horst foram alvo da justa homenagem do emblema leixonense, numa cerimónia que contou com o presidente do Leixões, Dias da Fonseca, o responsável máximo pela secção de voleibol, eng. Humberto Silva, o director das seniores femininas, Manuel Ferreira, e o professor Mário Martins, treinador dos seniores masculinos.
Afonso e Sílvia Carvalho Bons amigos
Antes do início do desafio, a boa disposição era visível entre os elementos do “staff” leixonense. Afonso Sousa, o incansável massagista da equipa de Matosinhos, que contribui sobremaneira para o bom ambiente que se respira no plantel, não resistiu a soltar um sorriso ao lado da amiga Sílvia Carvalho, administradora da SAD do Leixões. Um momento capturado pela objectiva do inigualável António Azevedo.
Arnaldo Martins e Norberto Sousa
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