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Liga de Honra - No próximo domingo, leixonenses, vamos mostrar a nossa força Chegou a hora!
Contra o Rio Ave, só a vitória interessa para encher a maré rumo à I Liga
Chegou a hora de todos mostrarmos quanto valemos! Chegou a hora de Matosinhos acordar e não ser só a legião abnegada dos leixonenses a lutar, semana a semana. Agora, é Matosinhos que tem de mostrar quem é, face à arrancada final que é necessário encetar. Não se pode regatear o esforço de ninguém. Domingo, no Estádio do Mar, frente ao Rio Ave, adversário de longa data, clube de gente do mar também abnegada, que teve e tem o mar de Matosinhos como sustento, virá até nós igualmente procurar dizer do seu valor. Mas nós teremos de ser maiores. Teremos de ter mais força na remada. Nenhuma garganta se poderá calar, o nosso “Mar” será um oceano infestado de bandeiras rubro-brancas. A nossa equipa terá de entrar no relvado vestida nas suas cores tradicionais e trará com ela a força do vento da vitória. Nós teremos de estar lá a empurrar o glorioso emblema para o golo. Entraremos no jogo como vencedores e não como espectadores.
Sem regatear gota de suor
Quando a nossa equipa se perfilar perante os seus adeptos vai sentir a força dos mesmos, o desejo incontido de milhares e milhares de corações que durante 90 minutos irão bater acelerados pelo triunfo. Não daremos um segundo de sossego, respeitando o adversário, mas deixando bem claro que, tal como dizia o Marquês de Pombal, mesmo depois de mortos serão precisas seis pessoas para nos tirar de casa… Mas nós não morreremos na praia. Nós vamos varar na areia de Matosinhos, mas tripulando a “barca do triunfo”. A nossa rapaziada, comandada por um treinador que ama mais que todos eles as cores do clube que servem, pois nasceu com ele, sentiu e viveu do que o mar lhe dizia e trazia, não vai regatear uma gota de suor, por mais ínfima que ela seja, buscando a vitória em todos os cantos e recantos da relva do nosso estádio. Ao lado de cada um daqueles que vai vestir a camisola do Glorioso estarão milhentas gargantas e o flutuar de uma vastidão de bandeiras, indo buscar forças aos mais recônditos espaços da nossa alma.
Momento histórico para inscrever no Centenário
Matosinhenses e leixonenses: estamos no ano do centenário do Leixões. É o momento histórico para recolocar o clube no lugar que lhe pertence no futebol português. A tarefa não é fácil, mas nós – os matosinhenses – sempre soubemos que a vida só se vence com grande sofrimento. Daí que, domingo, 18 de Março, será um dia a juntar aos marcos históricos de 100 anos de vida. No próximo mês de Novembro, quando festejarmos o centenário, temos de estar no patamar superior do futebol português. No nosso lugar. Há pois que não pensar noutro resultado que não a vitória contra os nossos amigos de Vila do Conde. Respeitamos as suas naturais ambições, mas a nossa ambição terá de ser muito maior, terá de ser à Leixões, terá de ser à Matosinhos. Mas a vitória contra o Rio Ave não chegará, pois ainda vai haver muito caminho difícil a percorrer, tal como os nossos adversários Rio Ave, Santa Clara, Feirense e até o Vitória de Guimarães. O final ainda vem longe, mas a vitória no próximo domingo, como diz o povo, será meio caminho andado, pois se assim for, não haverá mais ninguém que se consiga atravessar no nosso caminho.
Vítor Oliveira vai dar o exemplo
Ao Vítor Oliveira, que conhecemos de menino e moço, dos seus primeiros pontapés na bola com a camisola do Leixões, pedimos que chame à razão a sua rapaziada e lhes diga que eles não podem pensar noutra coisa que não seja vencer o Rio Ave. Eles terão de deixar a pele no relvado, como tu muitas vezes deixaste. Dá-lhes o teu exemplo. Por outro lado, o esforço dos dirigentes – do Clube e da SAD – merecem que o seu trabalho, sem descanso, em dignificar o clube, em não o deixar resvalar para o precipício da desgraça, merece sentir que todo o Leixões e o Matosinhos de lés-a-lés saberá reconhecer isso e domingo marcar presença no Estádio do Mar. Para ganhar os três pontos. Vamos mostrar quanto vale o Leixões e o quanto vale Matosinhos! Não se pode passar de bestial a besta num ápice, sobretudo quando se é o melhor. E é isso que vamos demonstrar contra o Rio Ave. Viva o Leixões!
Joaquim Queirós Sócio nº 166
Por:
Joaquim Queirós
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