|
Infesta - Reviravolta heróica numa partida nem sempre bem jogada Magia de Vitinha decidiu
II Divisão Nacional
Jogo no Estádio Moreira Marques, em S. Mamede de Infesta Árbitro: Jorge Tavares (AF Aveiro)
Infesta, 2 Machico, 1
Infesta: Chico; Paulinho (Silva, 70), Laranjeira, Nuno e Ivo (Zé Manel, 68); Baptista, Nelson e Pedro Nuno; Júlio, Camarinha (Orlando, 89) e Vitinha TR: Manuel António
Machico: Moura; Cláudio, David Silva, Hélvio e Pombo; Emanuel (Pedro Melin, 63’), Filipe e Valdey; Pires, Adelino (Dudu, 70) e Élio (David Santos, 83) TR: Humberto Câmara
Ao intervalo: 1-1 Marcadores: Adelino (7), Pedro Nuno (37) e Vitinha (87) Disciplina: Cartão amarelo a Baptista (25 e 58), Pedro Nuno (60), Ivo (65), Vitinha (83), Filipe (82), Pedro Melin (84) e Dudu (85); Cartão vermelho a Baptista (58), por acumulação
O Machico entrou melhor no jogo, adiantando-se logo no marcador, obrigando o Infesta a corrigir algumas situações, acabando por melhorar de rendimento e chegar ao empate ainda antes do intervalo, proeza de Pedro Nuno. No segundo tempo, os locais sofreram uma expulsão injusta, mas mesmo com menos uma unidade foram sempre superiores, dando a volta ao resultado mesmo ao cair do pano, fruto da pressão exercida. Num campeonato em que se mantém tudo em aberto, devido às derrotas dos três primeiros, o Infesta com este triunfo ficou mais perto dos líderes Espinho e União da Madeira. Foi uma vitória difícil em que houve vários momentos de desilusão, como sofrer um golo cedo, uma expulsão injusta e um golo que ficou por marcar. De sublinhar, entretanto, que, aos sete minutos, quando Adelino desferiu um remate vistoso e fez o 1-0, o Infesta não se mostrou precipitado e começou a construir várias situações.
Penalidade por marcar
Na parte complementar, aos 60 minutos, Júlio foi carregado violentamente na grande área, mas a grande penalidade ficou por marcar. A pressão sobre a baliza de Moura foi grande e, a três minutos do final, Vitinha, na cobrança de um livre à entrada da área, chegou ao mais que justo triunfo.
Figura
Nelson: Sempre muito firme. O capitão esteve intocável. Seguro, comandou a equipa com garra e empurrou-a para a vitória. É já um ex-líbris do emblema mamedense.
Manuel António – Treinador do Infesta “Expulsão deu-nos força”
“Não entramos bem no jogo e sofremos um golo a frio. As coisas complicaram-se, mas conseguimos, com alguma felicidade, o empate. Na segunda parte, tivemos uma expulsão, que, na minha perspectiva, deu-nos mais força, Tivemos várias oportunidades. Foi uma vitória justa, depois de termos feito uma exibição pálida na semana anterior. Esta vitória veio acalmar a situação”.
Joaquim Sousa e Arnaldo Martins
|