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Balienses devolvem com arte a derrota da primeira volta Ajuste de contas
AF Porto – I Divisão
Jogo no Campo do Senhora da Hora, em Matosinhos Árbitro: Carlos Santos (AF Porto)
Foz, 0 Leça Balio, 2
Foz: Paulo Almeida; Serginho, Álvaro Madureira, Tozé e Cristiano; Tiago, Paulo e Pedro Júlio (Miguel [Couto]); Orlando, Rui Rodrigues e André Leite
Leça Balio: André; Feliciano, Carlos Eduardo, Saraiva e Arlindo; André, Lumungi e Miguel Ângelo (Ismael); Nuno Madureira (Nico), Félix (Abel) e Douglas
Ao intervalo: 0-2 Marcadores: Madureira (21) e Miguel Ângelo (40 g.p.) Disciplina: Cartão vermelho a Carlos Eduardo (35) O Leça do Balio partia para este jogo com algo mais do que a conquista dos três pontos em disputa. Os matosinhenses queriam rectificar a imagem deixada no último jogo em casa, contra o Labruge, e no encontro da primeira volta contra o Foz, num jogo de má memória para os ouro-negros, quando no fim da primeira parte já estavam a perder por 4-0.
Foz entra melhor
A equipa da casa entrou decidida no jogo, impondo o seu futebol e levando não raras vezes perigo à baliza defendida por André. O Leça do Balio, de volta ao esquema habitual de 4x3x3, demorava a encaixar no 4x4x2 do adversário, onde os dois jogadores mais avançados preenchiam muito bem os espaços deixados nas alas e, com isso, desequilibravam a defesa contrária. O lance mais perigoso do assédio inicial do Foz, aconteceu à passagem do quarto-de-hora quando um livre superiormente executado do lado esquerdo leva a bola a embater no poste da baliza baliense.
Nulo desfeito
O Leça do Balio respondia através de rápidos ataques, aproveitando o balanceamento ofensivo do adversário e, aos 20 minutos, Arlindo arranca um cruzamento bem medido da esquerda e, após uma primeira abordagem ao lance por Félix, a bola sobra para Nuno Madureira que, de primeira, inaugura o marcador. O golo, um pouco contra a corrente, teve o condão de alterar completamente o cariz do jogo: intranquilizou os portuenses e o Leça do Balio começou a chegar mais vezes perto da área adversária com muito perigo, destacando-se novamente Nuno Madureira, que depois de ultrapassar o guardião contrário adiantou demasiado a bola e perdeu ângulo de remate, e Félix, que ao assistir Douglas para apenas encostar para o fundo da baliza, fez um passe disparatado, gorando-se, assim, duas excelentes ocasiões para ampliar o marcador.
Carlos Eduardo expulso
Já perto do final da primeira parte, Carlos Eduardo recebe ordem de expulsão e recolhe aos balneários mais cedo, mas antes que o Foz se apercebesse que estava em superioridade numérica, o endiabrado Nuno Madureira ultrapassa dentro da área adversária Álvaro Madureira – curiosamente o seu irmão gémeo – que, acto contínuo, o derruba. Grande penalidade assinalada e convertida por Miguel Ângelo e, com certeza, um lance para ser discutido num ambiente familiar.
Alterações inconsequentes
A segunda parte trouxe, como seria de esperar, um Foz ainda mais ofensivo até pelas alterações efectuadas, retirando um lateral e colocando um extremo, passando a actuar só com três defesas. No entanto, embora os lances de ataque se sucedessem com relativo perigo junto da baliza baliense, eram os visitantes que através de rápidos contra-ataques mais perto estavam do terceiro golo, com destaque, já muito perto do final, para um remate de Arlindo, que ainda viu a bola a embater na trave da baliza. No final, um resultado justo ao que se passou dentro das quatro linhas sob uma arbitragem demasiado nervosa para um jogo tão tranquilo.
Figura
Nuno Madureira: O extremo baliense esteve nos dois golos e, por conseguinte, ganha a distinção de figura da partida. Muito móvel e sempre em jogo procurando zonas mais centrais do terreno, foi por ele que saíram as jogadas de ataque de maior perigo da sua equipa. Um jogo para recordar diante da sua antiga equipa.
Por:
Arnaldo Martins
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