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Arquivo: Edição de 07-03-2007

SECÇÃO: Desporto


Balienses em tarde cinzenta
Um golo mudou tudo

AF Porto – I Divisão

Jogo no Estádio do Perafita, em Matosinhos
Árbitro: Paulo Cardoso (AF Porto)

Leça Balio, 0 Labruge, 3

Leça Balio: André; Nico, Saraiva, Lumungi e Pascoal (Nuno Madureira); André, Feliciano, Miguel Ângelo e Douglas (Ismael); Félix e Jorge (Couto)

Labruge: Erik; Valter, Toni, David e Mário; Edgar (Hermínio), Edmar (Nuno) e Adérito; Xota (Ramon), Kennedy e Zé Pedro

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Edgar (20), Valter (53) e Zé Pedro (90).

Antes da partida, nada fazia prever um resultado tão desnivelado entre duas equipas a ocupar posições muito idênticas na tabela classificativa com a curiosidade de terem começado o campeonato muito mal, tendo conseguido, paulatinamente, sair de zona incómoda.
O Leça do Balio apresentava-se apostado em dar seguimento à boa segunda volta que tem vindo a efectuar, mas pela frente encontrou a aguerrida equipa do Labruge que vinha de quatro vitórias consecutivas até sofrer uma inesperada derrota em casa na passada jornada diante do Serzedo por 5-2.

Jogar no erro

O Leça do Balio começou desde cedo a mandar na partida, apostando num 4x4x2 onde os jogadores mais avançados, com grande mobilidade, procuravam as zonas laterais do terreno, aproveitando o adiantamento dos laterais adversários que acompanhavam os médios interiores, Douglas e Feliciano. O Labruge deixou toda a iniciativa do jogo para os matosinhenses que, não raras vezes, saíam a jogar desde a sua defesa, apostando num jogo colectivo e envolvente privilegiando rápidas desmarcações para chegar com perigo à baliza contrária. Os vilacondenses praticaram um jogo de contenção, à espera do erro do adversário, actuando com apenas um jogador mais avançado – Ademar – saíndo no primeiro apoio o experiente Edgar.
Nas alas, Ribeiro e Adérito cobriam a subida dos laterais contrários e, no miolo do terreno, Kenedy tentava ganhar a luta do meio-campo.

Golo contra a corrente

A equipa da casa tinha maior posse de bola e ascendente no terreno, criando algumas jogadas de perigo junto ao último reduto forasteiro faltando, às vezes, um ligeiro toque para desviar a bola para o fundo das redes. Num dos lances de ataque do Leça do Balio, um defesa vilacondense em plena área intercepta a bola com a mão, mas o juiz da partida fez «vista grossa» e mandou seguir o lance. Seria, no entanto, contra a corrente do jogo que o Labruge inauguraria o marcador, num rápido contra-ataque após canto a favor do Leça do Balio, Ademar é lançado em velocidade e, com muita sorte à mistura, ganha dois ressaltos sendo que no último a bola sobra para Edgar que, perante André, apenas teve que escolher o lado da baliza para marcar o primeiro golo do encontro.

Bússola precisa-se

Na segunda parte, esperava-se um Leça do Balio ainda mais ofensivo à procura do golo da igualdade, mas cedo se notou que a tarde era de desinspiração quando logo nos primeiro minutos, Douglas, na marcação de um livre enviou a bola poste e, na recarga, Couto – entretanto lançado na partida – não dá o melhor seguimento ao esférico. Como se isto não bastasse, na jogada seguinte, na primeira vez que os vilacondenses vão à baliza contrária na segunda parte marcam o segundo golo e colocam ponto final no destino dos três pontos. Daí até ao final da partida assistiu-se a um futebol mal jogado com o Leça do Balio sem sentido de orientação na tentativa de chegar com êxito à baliza contrária e o Labruge a gerir com conforto a vantagem alcançada, tendo já nos períodos de desconto aumentado a diferença para três golos. A arbitragem teria sido perfeita não fosse o equívoco da grande penalidade por assinalar.

Figura

Lumungi: O possante jogador baliense actuou, desta vez, numa posição mais recuada, assumindo-se como o patrão da defesa. Foi o mais esclarecido na hora de sair a jogar desde a defesa e tentou remar contra a maré subindo inúmeras vezes nos lances de bola parada.


Por: Arnaldo Martins

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Edição de 03-02-2010
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