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Padroense - Parecia tudo fácil mas alguma displicência custou caro Contentem-se com o empate
AF Porto – Divisão Honra
Jogo no Estádio do Calvário, em Valongo Árbitro: Sérgio Jesus (AF Porto)
Valonguense, 2 Padroense, 2
Valonguense: Moisés; Sá, Ivo, Alemão (Miguel) e Tiago; Bruno Couto, Carlos e Amaro (Pedro Lopes); Bruno Almeida, Hélio e Fernando Gomes (Santos)
Padroense: Marco; Duarte, Miguel (Vitinha), Armando e Sala; Castanho, Vítor (João) e Paulinho; Sérgio, Moura (Vítor Hugo) e Postiga
Ao intervalo: 2-1 Marcadores: Sérgio (12), Amaro (30), Bruno Almeida (42) e Castanho (70 g.p.) Disciplina: Cartão vermelho a Sá (70) e Bruno Couto (75)
Arranque fortíssimo do Padroense na casa de um adversário a lutar pela sobrevivência, nitidamente inferior ao conjunto do Padrão da Légua. A boa atitude deu frutos imediatos com a particularidade do golo de Sérgio estar por detrás de algumas curiosidades. Ora bem, Vítor cruzou de pé esquerdo (de longe, a sua pior arma) e Sérgio, imagine-se, ganhou nas alturas aos centrais e de cabeça (!) abriu a contagem. Sorrisos e festa na equipa matosinhense. A equipa não abrandou e teve mais duas ocasiões para alargar a vantagem. Primeiro, Moura isola-se e tenta o chapéu. Não deu certo. Depois, Sérgio, com Paulinho em boa posição, preferiu rematar.
Eclipse total
Sem se perceber bem porquê, o Padroense deixou de ser tão pressionante, deixou-se cair numa monotonia constrangedora e pagou caro. Uma falha colectiva foi o suficiente para Amaro, isolado, não hesitar na cara de Marco. Logo a seguir, Fernando Gomes fabrica uma grande penalidade, ao levantar a bola direitinha à mão de Miguel. Na marcação, Marco, conhecedor profundo da forma de bater penalties do experiente avançado, fez a defesa da tarde. Mas o Padroense continuou atónito e, antes do intervalo, sofreu novo golo, com Bruno Almeida a corresponder ao cruzamento irrepreensível de Fernando Gomes.
Mata altera
Ao intervalo, Vítor, com dificuldades para impor o seu futebol num terreno tão maltratado, ficou nas cabines, entrando João para o seu lugar. O Padroense passava a actuar com três pontas de lança, com Postiga ainda na rectaguarda a apoiar. A ordem era atacar. E o jogo passou a ter um único sentido, com o Valonguense a tentar apenas defender a vantagem. E foi feliz, pois os remates de Postiga e João bateram no poste. Mais tarde, entrou também Vitinha e Vítor Hugo para dar mais força ao ataque do conjunto do Padrão da Légua.
Empate e expulsões
O Padroense chega, finalmente, ao empate, num lance em tudo idêntico à jogada que originou a grande penalidade a favor do Valonguense. Bola na mão e castigo máximo. O defesa Sá viu o segundo amarelo e foi expulso. Castanho, tranquilo, não perdoou. Logo a seguir, Bruno Couto também é expulso, após carga muito dura sobre Sérgio. O Padroense fica a jogar contra apenas nove elementos, mas não consegue rentabilizar a superioridade numérica. Ao cair do pano, Vítor Hugo, isolado, não foi feliz, desperdiçando a hipótese de oferecer a vitória à sua equipa. O Padroense teve, assim, que se contentar com o empate, mas tem agora o Nogueirense, que venceu o Coimbrões, mesmo à perna. Um ponto separa as duas equipas e a luta promete continuar até à última jornada.
Figura
Castanho: Num terreno lesa-futebol, propício a guerreiros, o trinco sente-se como peixe na água. Fonte inesgotável de energia e atitude explosiva. Esteve em grande em todas as acções, tendo cobrado com tranquilidade a grande penalidade que ditou o empate.
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