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Jovem equipa leceira voltou às vitórias em jogo electrizante Tirem-lhes o chapéu
Campeonato Nacional da III Divisão
Jogo no Estádio do Leça FC, em Leça da Palmeira Árbitro: Joaquim Assunção (Aveiro)
Leça, 3 Amarante, 2
Leça: Fábio; Fernando (Sérgio, 61), Couto, Tiago Magano e Cambey; Madureira, Jerónimo e Grosso; Hugo Paiva (Wesllem, 34), Braga (João Paulo, 75) e Bruno TR: Jorge Madureira
Amarante: Celso; Barbosa, Paulo César, Artur Jorge e Rui Matos; Norberto (Corunha, 78), Filipe Mesquita (Moura, 54) e Brito; Miguel Ângelo (Hélder, 54), Catarino e David Santa TR: Moura da Costa
Ao intervalo: 2-1 Marcadores: Hugo Paiva (4), Miguel Ângelo (6), Grosso (18), Catarino (60) e João Paulo (86) Disciplina: Cartão amarelo a Paulo César (12), Madureira (27), Braga (40), Catarino (60), Rui Matos (63), Barbosa (70) e Tiago Magano (73)
Os cerca de mil espectadores que se deslocaram ao estádio do Leça relembraram por certo o mítico filme português intitulado de Canção de Lisboa. Nesta película, onde o inesquecível Vasco Santana proferiu a mítica frase “Chapéus há muitos…”, poderiam encaixar perfeitamente as imagens dos dois sombreiros com que o Leça brindou o Amarante. Grosso e João Paulo infringiram dois autênticos bonés ao guarda-redes Celso, coroando com artefactos de belo efeito a conquista de mais três pontos rumo à subida.
Golos a abrirem
O início do encontro ficou marcado pela marcação de dois golos em apenas cinco minutos. As equipas entraram sem grandes preocupações defensivas, os espaços na rectaguarda eram notórios e os golos apareceram com alguma naturalidade. À passagem do minuto quatro, Madureira inicia uma excelente manobra ofensiva, que passou por Fábio e Grosso, e o epílogo pertence a Hugo Paiva. O extremo leceiro recarregou com frieza um remate de Grosso defendido Celso e inaugurou o marcador. O Amarante não se deixou abater com o golo sofrido e respondeu instantaneamente. Dois minutos volvidos, Miguel Ângelo aproveitou uma imperceptível apatia da defesa leceira, a qual pode ser adjectivada com a falta de rotina entre Couto e o estreante Tiago Magano, e fuzilou o desamparado Fábio. Os golos surgiram com tremenda naturalidade e as equipas pouco se incomodaram com a situação. Com os olhos centrados apenas na baliza adversária, a rectaguarda era muitas vezes descoberta. Os velozes avançados leceiros sentiam-se como peixe na água ao ver tanto terreno livre para pisar. Aos 12 minutos, Bruno confirmou a pouca marcação infligida pelos adversários e arrancou determinado para a baliza, isolou-se e foi autenticamente ceifado pelo defesa adversário. O árbitro perdoou a expulsão a Paulo César, mostrando-lhe apenas o cartão amarelo.
Chapéu “Grosso”
Estavam decorridos 18 minutos quando se assistiu a um dos dois momentos altos do jogo. Madureira desmarca de forma perfeita Grosso que se isola e, perante a oposição de Celso, faz um chapéu de abas largas ao guardião do Amarante. Um grande golo que colocava novamente o Leça em vantagem. Depois do golo, as equipas perceberam os moldes em que estavam a actuar, passaram a ter mais cautelas defensivas, encaixaram uma na outra e as oportunidades deixaram de se suceder. O jogo passou a ser disputado a meio campo, onde a luta e a entrega dos jogadores se superiorizou em larga escala ao futebol bem jogado.
Igualdade restabelecida
O reinício da partida assemelhou-se ao que se estava assistir antes do intervalo. Um futebol muito combativo, onde só através de alguns rasgos individuais as equipas criavam perigo. Aos 52 minutos, a sorte bafejou Fábio que completamente batido viu a bola embater no poste. Oito minutos depois, o guardião leceiro não foi tão feliz e foi batido por Catarino. Com o jogo novamente empatado, o Leça correu em busca da vitória e criou oportunidades claras de golo; Celso com uma excelente intervenção negou o golo a Braga e depois Wesllem desperdiça uma excelente assistência de João Paulo, rematando por cima da baliza.
Chapéu com três pontos
Dez minutos depois de ter sido lançado por Jorge Madureira, o “matador” João Paulo viria a revelar-se o homem decisivo do encontro. O jovem ponta de lança leceiro levou ao clímax o público presente no estado. Aproveitando um ressalto de bola, o avançado da turma verde-e-branca revelou uma frieza nórdica e na altura do remate fez o esférico sobrevoar sobre a cabeça do guarda-redes Celso, apontando um golo de belo efeito. Já a fechar o pano, Fábio respondeu com enorme segurança e eficácia a um remate portentoso de Catarino, segurando os três preciosos pontos na luta pela subida.
Figura
Madureira: Apesar de não estar na melhor forma e ser notável que tem peso a mais, o capitão leceiro dá outro brilho à equipa. Revelou-se seguro nas manobras ofensivas e preponderante nas ofensivas. Esteve directamente ligado aos dois primeiros golos, fruto de passes primorosos. É notável a forma como passa a bola e desmarca os companheiros.
Sócio número 1 Faleceu Luís Vilar
Uma notícia muito triste para o Leça. Faleceu Luís Vilar, o sócio nº 1 do clube. Não sendo possível cumprir um minuto de silêncio na entrada das equipas, os jogadores leceiros entraram mais cedo no terreno de jogo, para juntamente com os sócios cumprirem um minuto de silêncio em memória de Luís Vilar, que terá sempre o seu nome gravado na história do Leça. À família, o MH apresenta as mais sentidas condolências.
Por:
Norberto Sousa
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