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Leça do balio - Pasteleira marcou nas únicas oportunidades que dispôs Imperou a lei da eficácia
AF Porto – I Divisão
Jogo no Estádio do Pasteleira, no Porto Árbitro: Pedro Oliveira (AF Porto)
Pasteleira, 2 Leça Balio, 0
Pasteleira: Filipe; Moreira, Cruz, Pimenta e Vasco; Tozé, Luís (Paulo), Rego e Zé Eduardo; Vitinha e Lobo
Leça Balio: André; Nico, Saraiva (Douglas), Abel e Pedro; André, Feliciano e Lumungi; Miguel Ângelo, Jorge (Ismael) e Nuno Madureira (Carlos Eduardo).
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Zé Eduardo (44 g.p) e Vitinha (88) Disciplina: Cartão vermelho a Rego (42)
O Leça do Balio defrontou um dos aflitos no campeonato, o Pasteleira, actual penúltimo classificado que se apresentou moralizado pela vitória fora de portas alcançada na passada jornada diante do Serzedo. A formação local dificultou a tarefa aos matosinhenses, aliando uma tremenda eficácia na hora da finalização a um grande pragmatismo na hora de defender.
Entrada de leão
Os forasteiros entraram muito bem na partida com rápidas movimentações e com largo domínio da posse de bola, baralhando por completo a defesa portuense e deixando antever que o golo, mais cedo ou mais tarde, apareceria. Neste período, destaque para o lance mais perigoso quando Nico pela direita bem perto da linha de fundo efectua um remate cruzado com Jorge e Lumungi a falharem o desvio por milímetros já em plena pequena área.
Pasteleira equilibra
No entanto, o fulgor inicial dos balienses foi-se esfumando e o Pasteleira, aos poucos, foi-se acercando da baliza defendida por André, conquistando inúmeros cantos que, embora não criassem perigo, permitia o domínio territorial à equipa da casa. Contudo, bem perto do final da primeira parte, o juiz da partida, que até então tinha passado despercebido, decide ter o papel principal da partida não assinalando uma falta dentro da área do Pasteleira sobre Lumungi e respectiva ordem de expulsão.
Penalidade inventada
No sururu que se gerou entre os jogadores e, após consulta ao seu auxiliar, decide expulsar Rego por agressão a Nuno Madureira. Na jogada a seguir assinala uma grande penalidade inexistente contra o Leça do Balio por suposta falta de Abel que Zé Eduardo não desperdiçou. Os matosinhenses saiam para o intervalo a perder por 1-0 e a jogar contra dez elementos.
Desacerto e infelicidade
A segunda parte, como seria de esperar, foi totalmente dominada pelos balienses obrigando o adversário a remeter-se cada vez mais à sua defensiva que só a espaços utilizava o contra-ataque mas sem levar muito perigo. O desacerto e infelicidade forasteiro pode resumir-se a um lance: Nico, curiosamente, na esquerda, cruza ao segundo poste mas quando Lumungi se preparava para encostar, a bola ressalta no irregular relvado, gorando-se mais uma oportunidade de golo para o Leça do Balio.
Oferta deu golo
Perto do final, uma perda de bola infantil em zona proibida permitiu que Vitinha se isolasse perante André e fizesse o resultado final. O trio de arbitragem, após o incidente no final da primeira parte, nunca mais se encontrou abusando da dualidade de critérios nas faltas assinaladas a um e a outro conjunto.
Figura
Nico: O lateral baliense foi dos mais inconformados durante toda a partida sendo muito solicitado pelos companheiros a subir pelo seu flanco. Na segunda parte, aproveitando a inferioridade numérica do adversário, subiu ainda mais no terreno alcançando inúmeras vezes a linha de fundo que resultavam em cruzamentos e cantos mas, apesar de levar algum perigo, nunca atingiram o resultado pretendido – o golo.
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