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Arquivo: Edição de 31-01-2007

SECÇÃO: Desporto


Senhorenses chegam ao topoda classificação com vitória muito suada
Derby de Honra

Leça Balio, 2 - Srª Hora, 4
Jogo no campo do Perafita, em Matosinhos
Árbitro: Daniel Santos (AF Porto)

Leça Balio: Hélder; Nico, Saraiva, Abel e Pedro; Carlos Eduardo (Hélder Costa), Feliciano e Miguel Ângelo (André); Ismael, Jorge (Rui André) e Douglas TR: João Rosas

Srª Hora: Figueiras; Folha, Trajano, Milhazes e Tobias; Nuno Ribeiro, Carinhas e Pimentel (Nelson); Pereira (Xavier), Igor (Serrão) e Hugo Almeida TR: Joca

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Nuno Ribeiro (27), Douglas (40 e 65), Abel (64 p.b.), Carinhas (70) e Serrão (90)
Disciplina: Cartão amarelo a Miguel Ângelo (41), Hugo Almeida (77), Carlos Eduardo (82), Nico (85) e Trajano (87).
A 22ª jornada do campeonato distrital da I Divisão da AF Porto reservou o primeiro derby matosinhense de 2007, opondo as equipas de Leça do Balio e da Sra. da Hora. Para além de toda a expectativa que um jogo entre equipas do mesmo concelho por si só já cria, juntava-se a clara aposta da equipa visitante em levar os três pontos para não perder terreno na luta pela subida de divisão, objectivo que este ano os senhorenses parecem não querer desperdiçar.

Sem surpresas
As equipas montadas por ambos treinadores não surpreenderam e obedeceram ao esquema habitual que tem vindo a ser utilizado nas últimas jornadas. O Leça do Balio com um quarteto defensivo onde a única alteração foi a entrada de Pedro para o lugar do lesionado Pascoal; um meio-campo bem preenchido na zona central com Carlos Eduardo a ser o primeiro homem na ajuda aos centrais, Feliciano e Miguel Ângelo cerebrais na construção das jogadas de ataque; Douglas e Ismael bem abertos nas alas quando a equipa tinha a posse de bola mas apoiando o tridente do meio-campo nas tarefas defensivas, e Jorge, entre os centrais, na posição de ponta-de-lança. O Sra. da Hora, por seu lado, tinha na frente de ataque a sua principal referência – Pereira – (que na passada jornada tinha marcado três golos na goleada imposta ao Serzedo por 5-0), sempre apoiado por Pimentel e, mais atrás, na luta do meio-campo, sobravam Carinhas e Nuno Ribeiro; as alas eram preenchidas pelo supersónico Hugo e pelo buliçoso Igor, em zonas que não são naturalmente as dele; no quarteto defensivo não se registaram, também, grande alterações pontificando o capitão Milhazes no centro da defesa.
Oportunidades repartidas
O jogo começou algo morno, as equipas encaixaram-se nos esquemas tácticos dos adversários e os remates apenas surgiam em lances de bola parada ou através de jogadas muito forçadas onde o espaço era diminuto mas mesmo assim tentavam o remate, com destaque para Pimentel que sempre que encontrava uma «nesga» tentava a sua sorte. O primeiro lance de real perigo pertence, porém, ao Leça do Balio, através de um livre cobrado por Carlos Eduardo pela direita que Nico, em posição privilegiada, não consegue dar o melhor seguimento. Logo a seguir, Pereira desenvencilha-se bem de Saraiva e remata de «bico» à figura de Hélder. A bola começava a rondar cada vez mais perto as balizas e não foi de estranhar que daí a nada o marcador fosse inaugurado: livre cobrado do lado direito do ataque senhorense ao segundo poste e Nuno Ribeiro, aproveitando a saída a destempo de Hélder, coloca o Srª Hora da Hora em vantagem.

Boa reacção baliense
O Leça do Balio não demorou a reagir e lançou-se atrás do prejuízo, assumindo as despesas do jogo e pressionando o adversário em zonas mais avançadas do terreno. O empate não demoraria muito a surgir após boa desmarcação de Feliciano para a esquerda onde Pedro cruza para Douglas igualar a partida num excelente golpe de cabeça. Até ao intervalo, o resultado não sofreria mais alterações traduzindo justiça ao desenrolar da partida.

Senhorenses mais felizes
A segunda parte começa com uma grande oportunidade para a equipa da casa, após excelente combinação na esquerda entre Douglas e Pedro e finalizada por Ismael, em desequilíbrio, levando a bola ainda a embater no poste da baliza defendida por Figueiras. O aviso estava dado e o Srª Hora percebeu que não ia contar com benesses vizinhas para continuar na luta pelo primeiro lugar. No entanto, a bola no poste da baliza senhorense não seria o único acto de felicidade, pois à passagem do quarto de hora e após boa desmarcação de Nuno Ribeiro para Hugo na esquerda, este ao tentar servir Pimentel no coração da área, vê a bola a ser desviada por Abel para a própria baliza traindo Hélder. Contudo, a reacção baliense não podia ser mais pronta, na jogada a seguir Douglas recebe a bola de costas para a baliza à entrada da área e num movimento rápido surpreende a defensiva contrária incluindo o guarda-redes, reestabelecendo a igualdade.

Alterações surtem efeito
O treinador senhorense foi o primeiro a efectuar alterações, lançando o possante avançado Nélson na vez de Pimentel, e na primeira vez que toca na bola foi decisivo: cruzamento da esquerda de Hugo para Nélson que sem marcação ao segundo poste assiste Carinhas à entrada da área que na passada fuzila o guardião baliense. Em poucos minutos desenhou-se a história do derby com a estrelinha dos verde-brancos a brilhar mais alto. Até ao fim, o Srª Hora limitou-se a gerir a vantagem e, aproveitando o balanceamento ofensivo do adversário, criava situações de perigo através de rápidos ataques conduzidos por Hugo e Serrão, também acabado de entrar em jogo. O desfecho final seria materializado já no último minuto por Serrão, embora usufruísse de uma posição de fora-de-jogo para em desequílibrio conseguir fazer, mesmo assim, um chapéu de belo efeito.
A vantagem de dois golos no final da partida é muito pesada para o que realmente se passou nas quatro linhas, mas é uma vitória que mesmo sendo feliz se aceita e permite aos senhorenses atingir o topo da classificação em virtude do empate (inesperado) caseiro do Balasar contra o Valadares.

Sem espaço para erros
Na próxima semana, o Srª Hora defende o estatuto de líder diante do lanterna-vermelha da prova, num teste onde não há espaço para erros e poderá permitir a preparação do importante jogo com o Folgosa com outra tranquilidade até porque os campeonatos vão sofrer uma paragem devido ao referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Por seu turno, o Leça do Balio visita o Pasteleira que se encontra numa situação incómoda na tabela classificativa embora moralizado pela vitória alcançada em Serzedo.

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Edição de 03-02-2010
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