Matosinhos Hoje Venha (com)provar a nossa gastronomia
pesquisa
publicidade
blog delacoes do ego  

Arquivo: Edição de 31-01-2007

SECÇÃO: Desporto


Um galo na hora de atirar a baliza
Liderança repartida

Uma das grandes ilações que se pode tirar da quinta derrota do Leixões neste campeonato, é que o líder da classificação que tem a patente de melhor ataque não pode desperdiçar tantas oportunidades de golo. Confirmando a regra que ficando em branco, o Leixões acaba sempre por perder, foi assim nos cinco resultados negativos. Após o golo do Gil Vicente, e único da partida, o Leixões dispôs, mormente na segunda parte, de diversas ocasiões soberanas para pelo menos lograr um tento, mas a bola nunca chegou a ultrapassar a linha de baliza de Jorge Batista. Os matosinhenses sofreram o golo já sem Elvis em campo, ao minuto 21 o capitão sofreu uma entrada dura e ficou estatelado no relvado, tendo rumado ao Hospital de Barcelos, onde fez exames á zona cervical, mas em principio não será nada de grave como se suspeitava no momento. Uma partida que fica também marcada pela enorme falange de apoio leixonense que trouxe de Matosinhos mais de 1500 adeptos até ao Municipal de Barcelos, aquecendo um fim de tarde fria, e incentivando ao longo dos 90 minutos a sua equipa rumo a uma vitória que nunca chegou. O Leixões é alcançado assim na classificação pelo Feirense onde reparte a liderança, e vê o terceiro classificado somente a três pontos de diferença, o Santa Clara. Curiosamente a formação de Matosinhos recebe os insulares na próxima jornada, e poderá ampliar novamente a diferença pontual, atenuando de alguma forma a derrota de Barcelos.

Roberto falha
Ambiente fantástico em Barcelos para assistir a um jogo entre duas das melhores equipas da prova, uma partida de fazer inveja a muitas outras do escalão máximo do nosso futebol. O Leixões apresentou novamente uma equipa bem ousada, com flancos bem abertos e um Cervantes nas costas de Roberto. Mas do outro lado existia uma equipa compacta, mesmo com as perdas recentes de duas principais pedras – Nandinho e Carlitos – O Gil Vicente garante ainda um plantel que estava formado para disputar a Liga Bwin, e suporta ainda Mateus um avançado de primeira agua que deu muitas dores de cabeça a defensiva leixonense. A partida começou rija, aliás foi um tónico que perdurou durante todo o jogo, com o Gil a querer assolar-se da área forasteira e de alguma forma tentar pressionar o adversário. Contudo seria o Leixões a desperdiçar a primeira oportunidade flagrante do encontro a passagem do minuto dez. Alexandre ganha uma bola a meio campo e trata de dar de primeira para Roberto, o artilheiro corre somente 50 metros em slalon com o esférico dominado passando por três a adversários e quando só tinha Jorge Batista pela frente coloca tanto a bola que esta sai a tirar tinta do poste pelo lado de fora. Seria o primeiro aviso e talvez a indicação que os Deuses do golo, esta tarde, não estavam com o avançado brasileiro.

Elvis no Hospital
Roberto e os fervorosos adeptos da equipa de Matosinhos ainda se lamentava da perdida monumental do número nove, mas o Gil Vicente continuava o seu trabalho de pressão. Ganhava quase sempre as segundas bolas no miolo, e tinha em Mateus o alvo preferido das bolas bombeadas para o ataque. De facto o angolano, desde cedo que importunou a defensiva rubro-branca e causou alguns calafrios a formação de Vítor Oliveira. O Gil continuava com mais pendor atacante, quando surgiu a primeira contrariedade da tarde para o Leixões. Num cruzamento para a área Elvis a tentar ganhar de cabeça é autenticamente abalroado por Diego, central contrário, e fica estatelado no relvado a contorcer-se gravemente com dores. Foi ao minuto 21, um minuto de azar para o Leixões, já o capitão teve de sair de imergência para o Hospital, entrando Joel para o seu lugar. No mais estranho de tudo isto é que Pedro Henriques nem falta assinalou no referido lance!

Golo do Gil Vicente
Recompunha-se o Leixões da perda do seu central Elvis e tentava segurar o ímpeto contrário, quando surge o irremediável do desafio. Em mais uma investida pelas alas o Gil Vicente ganha um livre do lado esquerdo do seu ataque, que valeu muitos protestos dos leixonenses, mas que inclusive deu lugar a amostragem de cartão amarelo a Jorge Gonçalves pela possível falta cometida. Decorria o minuto 29, Bruno Tiago apontou o livre e Rovérsio de cabeça saltou mais alto que toda a defensiva do Leixões e bateu Beto pela única vez na partida. Seria o culminar do assalto dos locais as hostes leixonesnes, que depois de afastarem o capitão de equipa do Leixões da partida, apontam o golo que iria ditar o resultado final do encontro.

Sem ideias objectivas
Seria um duro golpe para o líder do campeonato, que estando a perder em casa de uma equipa invencível no seu reduto, reduziam as aspirações num resultado totalmente satisfatório. Foi o que demonstraram os 15 minutos finais da primeira metade, talvez o período que os atletas do Leixões andaram menos encontrados com o jogo, e não encontraram as ideias necessárias para atenuar a desvantagem. No miolo o regressado China tentava colmatar a ausência de Jorge Duarte, mas o que é facto é que o numero 14 do Leixões nem sempre esteve pelos ajustes na hora de tentar laçar o primeiro passe para construção de jogadas atacantes. Cervantes ainda tentava dar jogo as alas, mas nem Jorge Gonçalves que fez uma primeira parte mediana nem Nandinho, davam conta dos seus marcadores directos. Aliás Nandinho viria a travar um embate curioso com o Arbitro da partida, pois Pedro Henriques teimava em não assinalar nenhuma falta sobre o ala ex – Gil Vicente, mesmo quando parecia travado a margem da lei. A partida chegava então ao intervalo com o marcador a ditar a vantagem da equipa que acabou por mostrar mais argumentos nos primeiros 45 minutos.

Tudo para empatar...
Seria preciso outra atitude, brindar o publico que rumou de Matosinhos com uma exibição mais digna na segunda metade, Vítor Oliveira, tratou de fazer entender isso aos jogadores ao intervalo. O Leixões surgiu diferente, mais aguerrido e com vontade de contrariar o resultado negativo do primeiro tempo. O futebol rubro-branco estendia-se mais no relvado e a percentagem de posse de bola mudou de dono. Aos 10 minutos do segundo período Vítor Oliveira tira China do jogo e lança Filipe, na tentativa de avança um pouco mais o seu conjunto procurando mais talento. Tentativa ganha, pois o Leixões começou a criar perigo iminente. E iniciava o desperdício de golos, com Jorge Gonçalves à cabeça. Com o cronometro em cima do minuto 58, numa boa jogada pela direita o número 19 do Leixões penetra na área e sobre perto da linha final com tudo para empatar o jogo, tenta endossar a bola para trás, onde não estava ninguém para rematar. Era a primeira de muitas perdidas que iam causando nervos aos adeptos leixonense, que se faziam ouvir cada vez mais em Barcelos, puxando e acreditando que seria possível o golo do Leixões.

Frente alargada, golos falhados...
Acreditava o público e acreditava Vítor Oliveira e sem papas nas ideias alarga a frente de ataque sem a menor preocupação. A ver o seu assador com lenha para queimar metem mais uma peça de carne na grelha. Leandro Tatu uniu-se a Roberto, Jorge Gonçalves e Nandinho na linha da frente para alcançar o golo tão desejado. De facto de tudo fez o treinador do Leixões para inverter o resultado, mas os atletas forasteiros não estavam, pelos ajustes na hora de atirar a baliza. E um minuto depois, com Tatu em campo, mais uma vez Roberto, a fazer aquilo que não habitou os leixonenses, falhando mais uma oportunidade escandalosa de golo. Diego - o melhor jogador em campo - falha a única vez na partida a intercepção de um lance, mas Roberto à entrada da área remata frouxo ao lado. Entrava-se em fase de desespero para as hostes do Leixões, pois os minutos estavam a passar de forma avassaladora e o resultado seguia inalterável. A dinâmica era no entanto, bastante atrevida e dava frutos, na medida em que as bolas estava sempre a chegar a entrada da área gilista, mormente pelos corredores laterais. Mas as tentativas já estavam a esgotar e nem de livre a bola entrou lá para dentro, pois Jorge Batista resolveu brilhar com a defesa da tarde. Nuno Amaro, com a bola bem perto da linha da grande área cobrou de forma exemplar um livre que só não deu golo porque o guardião da casa resolveu brilhar e afastar a bola para canto com uma defesa monumental. Parecia escrito que a bola não ia passar daquela linha de golo, quando mais um capítulo ficou gravado nessa profecia amaldiçoada. Jorge Gonçalves flutua na linha com o auxílio de Tatu, a bola passa por Jorge Batista e sobre a linha de golo, nem Nandinho nem Roberto conseguiram empurrar o esférico para dentro das redes, tendo sido João Pereiro a tocar para fora.

Manta curta...
Parecia se esgotar o leque de iniciativas forasteiras, tal eram os falhanços de golos proporcionados. E a corda continuava a esticar com a linha de quatro atacantes junto da defesa contrária com Hugo Morais sempre colado no apoio ficando apenas Filipe para as despesas da zona central. A manta começava então a ficar curta. Os laterais já estavam passar vezes demasia o meio campo, e em laces de cruzamentos e bola paradas os centrais rubro-brancos também ias tentar a sua sorte. E por todas estas circunstâncias esteve a vista por diversas vezes já nos últimos 10 minutos o golpe de teatro final, figurado no segundo golo do Gil Vicente, não fosse a grande categoria em muitos lances de Joel a fazer a diferença. Mateus era a arma principal nos contra ataques, que deu muito que fazer a Alexandre pois descaiu muitas vezes no seu lado, mas o avançado não só ia dando nas vistas pelos dribles impressionantes como pelo seu jogo duro ao longo de todo o encontro, com entradas despropositadas, no qual, mais uma vez Pedro Henriques fez vista grosa a esse desiderato.
Não teve até final, o Leixões, o engenho necessário para desbloquear um desvantagem que vinha da primeira parte. Na certeza de que um ponto obtido em terreno bastante complicado seria um dado agradável, pode o Leixões queixar-se de si próprio, pela inépcia atacante demonstrada no momento de atirar a baliza.
Sobre a arbitragem, numa análise superficial, foi bem perceptível a tendência caseira denotada por Pedro Henriques ao longo de todo o encontro.

Leixões na Rádio Lidador
Os responsáveis pelo site Adeptos do Leixões (www.leixoessc.com) celebraram com a Rádio Lidador (94.3FM) um acordo para a transmissão de um programa semanal, com a colaboração exclusiva daqueles.
Dado tratar-se também duma estação emissora de grande expansão na área do Grande Porto, vem dar ainda maior projecção às actividades leixonenses. Para melhor informação contactar aquele site.

Por: Bruno Leite

Outras notícias da secção
· “Demos 45 minutos de avanço”
· Que se passa com Elvis?
· Joel entrou da melhor forma
· A primeira derrota leceira
· Mamedenses perdem terreno
· Arbitragem trabalhou contra o Infesta
· Derby de Honra
· Nasceu uma estrela
· Missão cumprida
· Rumo à III Divisão Nacional
· Dirigente do Junqueira suspenso por um ano
· Segunda parte de luxo
· Balde de água-fria
· Igualdade aceitável
· Chegou a hora
· Grupo Desportivo 4 Caminhos sempre na rota dos campeões
· Grilo e Mariana foram «Arcebispos» em Braga
· Meninas do Leixões campeãs de Voleibol
· Chegou a ser assustador!!

Edição de 03-02-2010
utilidades
Tempo de leitura 9 m
Votar
Imprimir Artigo
Comentar Artigo
Enviar por Email
Adicionar Favoritos
o meu jornal
relacionadas

Produzido por ardina.com © Matosinhos Hoje - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Sugestões ao site: webmaster@domdigital.pt. Email do Matosinhos Hoje: mh-direccao@mail.telepac.pt.