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Marinha gaiense não importunou passeio baliense Sobre águas brandas
S. Félix, 0 - Leça Balio, 1 Jogo no Estádio de Gulpilhares, em Vila Nova de Gaia Árbitro: Nuno Soares (AF Porto) S. Félix: Miguel; Cocas, César, Quintão e Rufino (Tião); André, Quim Nando e Pedrito (Eduardo); Luís (Gomes), Michel e Carlos Leça Balio: Hélder; Nico, Saraiva, Abel e Pascoal; Carlos Eduardo, Feliciano e Miguel Ângelo (Rui André); Ismael (Pedro), Jorge (André) e Douglas Ao intervalo: 0-0 Marcador: Rui André (66) Disciplina: Cartão vermelho a César (89) e Cocas (90+5) Confronto entre duas equipas do meio da tabela com os objectivos para esta época praticamente garantidos sob um tempo soalheiro, óptimo para a prática do futebol, reunindo, assim, todos os condimentos para protagonizarem um bom jogo O Leça do Balio, que tem atravessado uma má fase no que toca a indisponíveis, seja por lesão ou por castigo, viu-se obrigado a recorrer ao plantel júnior, mostrando que, de facto, a formação é uma aposta na qual se pretende tirar daí os seus frutos. Pascoal e Pedro são os exemplos actuais de jogadores do plantel sénior que passaram pelas camadas jovens balienses e neste Domingo - Jorge - jovem promissor do plantel júnior teve a primeira aparição como titular e realizou uma excelente exibição que poderia muito bem ser coroada com um grande golo não fosse a trave da baliza negar-lhe essa felicidade. Contudo, os primeiros minutos do jogo foram totalmente controlados pelos gaienses, aproveitando algum desacerto dos jogadores balienses a nível defensivo que demoraram a encaixar nas marcações e a impedir a progressão do ataque adversário que com alguma facilidade chegava à área do Leça do Balio. Reacção matosinhense No entanto, a partir do primeiro quarto de hora, o Leça do Balio começou a impor o seu futebol com rápidas trocas de bola e boas transições de jogo onde começavam a sobressair Ismael e Douglas nas alas, Jorge no centro a segurar muito bem a bola e o apoio de Miguel Ângelo e do incansável Feliciano. Aos poucos, os forasteiros tomavam conta do jogo com jogadas bem delineadas e criando boas situações de golo, mas o nulo permaneceria até ao intervalo.
Coelho sai da cartola No início da segunda parte, João Rosas foi obrigado a mexer na equipa entrando Rui André para o lugar do lesionado Miguel Ângelo, e estaria aqui a chave do triunfo quando o lateral, descaído pela direita, aproveita o adiantamento do guardião contrário e faz um chapéu de belo efeito com a bola ainda a embater na trave e no poste antes de se aninhar no fundo das redes contrárias. Estava inaugurado o marcador e tal o equilíbrio demonstrado pelas duas equipas até então, dava a sensação que dificilmente os três pontos fugiriam aos matosinhenses que aguentaram o ímpeto do adversário com maior ou menor dificuldade até ao final do encontro. Três pontos conquistados que tornam as águas bem mais suaves para a marinha baliense num bom jogo de futebol com uma boa arbitragem.
Figura - Saraiva O central baliense foi um autêntico muro intransponível. Insuperável no confronto directo e muito oportuno nas antecipações, secou por completo Michel. E nem quando foi alvo de agressão por parte deste, não perdeu as estribeiras e manteve a atitude até ao final. Impecável.
Por:
Arnaldo Martins
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