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Leixões - Metade do percurso para chegar à Liga já está percorrido Campeão da primeira volta
Liga de Honra
Jogo no Estádio Municipal de Chaves Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Chaves, 0 Leixões, 1
Chaves: Riça; Danilo, Paulo Alexandre, Lameirão e Kasongo; Carlos Viana (Rodrigo, 37), Bruno Madeira, Neto e Rui Filipe (Gustavo, 46); Gonzalo e Júlio (Diop, 60) TR: António Borges
Leixões: Beto; Alexandre, Cleuber, Elvis e Nuno Amaro; Jorge Duarte (Marco Cadete, 65), Pedro Cervantes e Filipe; Jorge Gonçalves, Roberto (Nandinho, 50) e Hugo Morais TR: Vítor Oliveira
Ao intervalo: 0-1 Marcador: Roberto (28) Disciplina: Cartão amarelo a Nuno Amaro (24 e 69), Carlos Viana (37), Hugo Morais (37), Neto (47 e 53), Jorge Duarte (54), Alexandre (57 e 58) e Kasongo (72 e 78); Cartão vermelho a Neto (53), Alexandre (58), Nuno Amaro (69) e Kasongo (78), todos por acumulação
Num verdadeiro jogo de campeonato, extremamente competitivo, o Leixões levou a melhor sobre o aflito Chaves e manteve a liderança da Liga de Honra, terminado, assim, a primeira volta do campeonato a ostentar o título de campeão das primeiras 15 jornadas. Roberto, o artilheiro, fez a diferença, ao apontar um golão que decidiu a partida. O espectáculo ficou ainda marcado pela má arbitragem de Cosme Machado.
Bombom de Roberto
O Chaves entrou a tentar mandar no jogo e criou duas oportunidades que levaram algum perigo à baliza de Beto. A partir dos 20 minutos, a equipa leixonense assumiu o controlo e a equipa adversária nunca mais criou situações de ataque. No minuto 24, após um lance muito duvidoso na área flaviense sobre o avançado Roberto, Elvis teve uma grande oportunidade para inaugurar o marcador, mas o cabeceamento saiu ao lado. Foi o sinal para o que estava prestes a acontecer: Nuno Amaro fez uma abertura excelente e Roberto, após dominar com o peito, fez um chapéu perfeito a Riça, apontando um golo calibre extra. Loucura entre os adeptos do Mar. A partir daí, o Leixões limitou-se a controlar as investidas do Chaves e a tentar levar perigo à baliza de Riça em contra-ataque. Uma primeira parte em que o Leixões foi inteligente e claramente superior.
Expulsões despropositadas
Na segunda parte, o juiz bracarense foi o grande protagonista, ao expulsar quatro futebolistas, duas para cada lado, algumas a soar a compensação. As expulsões injustificadas só serviram para enervar as equipas, retirando-lhes a serenidade ideal para que colocassem em campo o seu melhor futebol. Ainda assim, o Leixões podia ter ampliado a vantagem, mas Hugo Morais rematou contra um adversário. O Chaves só chegou com perigo à baliza do Leixões, aos 72 minutos, num livre indirecto de Gonzalo a convocar Beto para uma tremenda defesa, que ainda travou outro remate com selo de golo. Até final, o Leixões conseguiu negar as investidas contrárias e, sempre que possível, tentava, em contra-ataque, chegar com perigo à baliza adversária. Nandinho, Cleuber e Malafaia tiveram nos pés oportunidade para alargar o marcador mas não conseguiram. Uma importante vitória que embala os matosinhenses, que agora têm seis pontos de vantagem sobre o Santa Clara, terceiro classificado, para a segunda volta do campeonato. Cosme Machado teve uma tarde para (não) esquecer.
Vítor Oliveira – Treinador do Leixões “Árbitro perdeu controlo”
“Toda a gente viu que o jogo não foi violento, mas, sobretudo na segunda parte, o árbitro perdeu o controlo do jogo e, a partir daí, deixou de haver futebol. O resultado é justo, porque as melhores oportunidades pertenceram ao Leixões, embora o Chaves tenha dado muita réplica”
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