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Arquivo: Edição de 03-01-2007

SECÇÃO: Desporto


Balienses começam segunda volta com vitória saborosa
Início prometedor e fim feliz

AF Porto – I Divisão

Jogo no Estádio do Perafita, em Matosinhos
Árbitro: Pedro Maia (AF Porto)

Leça Balio, 1 Castelo Maia, 0

Leça Balio: André; Nico, Abel, Saraiva e Pascoal; Lumungi (Carlos Eduardo), André e Feliciano; Ismael (Miguel Ângelo), Couto (Nuno) e Arlindo
TR: João Rosas

Castelo da Maia: Bruno; Vitinha, Vieira, Pedro Cruz (Filipe) e Ribada; Quinando, João Alves e Edinho; Simões (Denis), Nem (Bruno Santos) e Zé Pedro
TR: Luciano Simões

Ao intervalo: 1-0
Marcador: Lumungi (13)
Disciplina: Cartão amarelo a Couto (35), Vieira (45), Lumungi (57), André Ferreira (58), Nuno (59 e 75) Edinho (63) e Pascoal (89); Cartão vermelho a Nuno (75), por acumulação

Não foi só o final de 2006 feliz ou o início prometedor da segunda volta para os balienses, pois o próprio jogo pode ser caracterizado dessa forma: felizes porque perto dos 90 minutos os maiatos tiveram muito perto de chegar à igualdade; início prometedor porque a equipa da casa cedo chegou à vantagem e parecia embalada para uma grande exibição.

13 - Minuto da sorte

As duas equipas vinham de derrotas na jornada anterior e, embora para objectivos diferentes, sabiam que era crucial corrigir esse mau resultado com uma vitória. O Leça do Balio não se atemorizou por estar a defrontar o terceiro classificado e entrou melhor no jogo, conquistando cinco pontapés de canto no primeiro quarto de hora. Aos 13 minutos, minuto de sorte para os matosinhenses: canto apontado por Arlindo, que cruza largo ao segundo poste, onde aparece Pascoal a assistir – com um passe atrasado – Lumungi, que, no coração da área, rematou para fora do alcance do guarda-redes.

Recuo natural

Qualquer tipo de iniciativa atacante, a partir do momento em que o Leça do Balio ficou em vantagem, ficou condicionada pela necessidade de segurar os três pontos e pelo balão de oxigénio que isso representaria na tabela classificativa. Daí não foi de estranhar que a qualidade de jogo tenha ficado hipotecada, tal o significado que esta vitória representaria para o conjunto ouro-negro. Até ao intervalo as oportunidades escassearam e André e Bruno pouco foram incomodados.

Pressão maiata

Na segunda parte, a pressão maiata intensificou-se, obrigando a linha defensiva do Leça do Balio a posicionar-se muito mais perto da área e, por conseguinte, a bola rondava mais vezes a baliza defendida por André que sempre que era chamado a intervir transmitia a segurança necessária à sua equipa.

Expulsão e sofrimento

A equipa da casa, que de forma ténue espreitava o contra-ataque, sofreu um duro golpe quando se viu reduzida a 10 jogadores por expulsão de Nuno aos 75 minutos. Logo a seguir, na sequência de um canto com muitos ressaltos à mistura, o Castelo da Maia teve perto de chegar ao golo mas Pascoal em cima da linha de golo impediu o empate. Até ao fim, com muito sofrimento e espírito de sacrifício, o Leça do Balio segurou a magra mas preciosa vantagem. Boa arbitragem.

Figura

Feliciano: Quem olha para o jogador de aspecto franzino não acredita na raça que consegue impor no terreno de jogo e nas inúmeras recuperações de bola que efectua. Lutou até à exaustão, ajudando os colegas do meio-campo a fechar todos os caminhos para a baliza.

João Rosas – Treinador do Leça Balio
“Foi difícil”

“O mais importante era vencer. Em termos ofensivos não deu para fazer mais. Marcámos um golo, num lance que trabalhamos nos treinos, e depois o Castelo pressionou muito. Foi difícil, principalmente a partir do momento em que passámos a jogar só com dez, mas nunca desistimos e merecemos a vitória”.

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Edição de 03-02-2010
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