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Leixões - Liderança garantida numa reviravolta fantástica Sapatinhos de ouro
Liga de Honra (1ª Jornada – Jogo em atraso)
Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal)
Leixões, 2 Gil Vicente, 1
Leixões: Beto; Alexandre, Nuno Silva, Elvis e Nuno Amaro; Jorge Duarte, Malafaia (Ruben, 72) e Pedro Cervantes (Filipe, 55); Jorge Gonçalves, Roberto e Hugo Morais (Cícero, 56) TR: Vítor Oliveira
Gil Vicente: Paulo Jorge; João Pereira, Diego, Valnei e João Pedro; Bruno Tiago (João Vilela, 76), Luís Coentrão e Filipe Fernandes (Betinho, 82); Nandinho (Edinho, 72), Mateus e Carlitos TR: Paulo Alves
Ao intervalo: 0-1 Marcadores: Diego (33), Cícero (58) e Filipe (74) Disciplina: Cartão amarelo a João Pedro (17), Carlitos (23), Diego (61), Mateus (67), João Pereira (77), Cícero (81) e Ruben (86)
Melhor prenda de Natal era impossível: o Leixões é líder da Liga de Honra! No jogo em atraso com o Gil Vicente, a equipa leixonense realizou uma segunda parte muito forte, conseguindo anular um resultado que, ao intervalo, era negativo. Foi uma tarde mágica no Mar, com o universo rubro-branco a festejar uma vitória muito saborosa, diante de um adversário forte e maduro, que apenas está na cauda da classificação, devido ao caso “Mateus”.
Substituições decisivas
O momento do jogo dá-se com as entradas de Cícero e Filipe, já na segunda parte. Os dois atletas preparavam-se para entrar e desejaram boa sorte, num gesto cheio de cumplicidade e confiança. Filipe entrou primeiro e Cícero logo a seguir, após um compasso de espera para confirmar se Jorge Gonçalves, após ter sofrido um toque de João Pereira, estava em condições de prosseguir a partida. Na altura, ninguém sabia, mas Vítor Oliveira acabava de lançar em campo os homens que iam apontar os golos da reviravolta. Baltazar, Gaspar e Belchior, reza a história, foram os três reis magos que, guiados por uma estrela, foram adorar o Menino Jesus e oferecer presentes. Em Matosinhos, em momento sublime, assistido por seis mil testemunhas, Vítor Oliveira também vestiu a pele de rei mago e, num toque de mágica, alterou o jogo por completo, oferecendo a melhor prenda ao universo leixonense: a vitória e a liderança na Liga de Honra.
Sofrer antes de festejar
O Leixões fecha o ano em grande estilo, a calçar sapatinhos de ouro, mas, ao intervalo, as coisas não eram bem assim. O Gil Vicente, num lance de bola parada, desfez o equilíbrio que se registava nas quatro linhas e colocou-se em vantagem, acto de fúria de Diego, que fuzilou Beto, de nada valendo ao excelente guarda-redes do Leixões ter defendido o cabeceamento do central gilista antes da recarga vitoriosa. O Leixões abalou e só em cima do intervalo teve uma ocasião para chegar ao empate: grande trabalho de Roberto a tirar três adversários do caminho, mas Paulo Jorge, com o pé, evitou a igualdade. O poderoso avançado do Leixões merecia golo.
Alma e muita atitude
O Leixões surgiu transfigurado no segundo tempo. Ainda mais forte, mais determinado, mais confiante, mais seguro de si e da sua capacidade para dar a volta ao resultado. O Gil Vicente, a vencer, recuou e tentou explorar o ataque rápido, processo onde é muito forte, já que possui jogadores muito velozes nas alas (Nandinho e Carlitos). Mas o Leixões não deixou e, aos poucos, começou a acercar-se cada vez mais da baliza de Paulo Jorge. Num pontapé de canto cobrado por Alexandre, Roberto elevou-se mais alto que toda a gente e cabeceou para golo, tendo Paulo Jorge defendido para a trave (51m). Adivinha-se o empate a qualquer momento.
Cícero ao segundo toque
O Leixões chega ao empate num lance iniciado pelo lado direito, com Alexandre a cruzar em balão para a área, Roberto falha a primeira chance, mas Cícero, que ainda só tinha tocado uma vez na bola, não falhou, empatando a partida. Explosão de alegria no Mar. O jogo estava novamente relançado e sentia-se que a equipa leixonense tinha tudo a seu favor para chegar aos três pontos. O Gil Vicente começa a passar um mau bocado, e Cícero está novamente perto do golo (remate em arco a rasar a trave), após ter sido servido por Roberto, num toque de calcanhar. O público gostava e aplaudia a sua equipa.
Filipe a voar para a vitória
O golo do triunfo leixonense dá-se a um quarto de hora do final da partida. Alexandre (que grande exibição) arranca um cruzamento galáctico (talvez mais de setenta por cento do golo) e Filipe, pleno de oportunidade, voa para golo, num cabeceamento mortífero que só parou no fundo das redes de Paulo Jorge. A “remontada” estava concluída e o Leixões tinha os três pontos no bolso. Bastava aguentar mais uns minutos. O espectáculo estava ao rubro.
Beto mãos-de-ferro
Os jogos decidem-se nos detalhes. E nos descontos deste excitante Leixões-Gil Vicente, houve ainda um momento de grande emoção reservado para o público. Edinho, do meio da rua, desferiu um potente remate, com selo de golo, mas Beto, que tem vindo a realizar uma época fantástica, esperou pelo momento certo para voar para o seu lado direito, detendo o remate com a mão direita. Era o último pio do “galo” gilista e a confirmação da vitória leixonense. Arrancada com suor, determinação e muito mérito. O Leixões passa o “réveillon” no topo e tem uma segunda volta inteira para defender o primeiro lugar e concretizar um sonho perseguido há longos anos: voltar à Liga. O árbitro, João Ferreira, não esteve bem no capítulo disciplinar.
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