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Arquivo: Edição de 20-12-2006

SECÇÃO: Desporto


Golos consentidos na origem da derrota baliense
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AF Porto – I Divisão

Serzedo, 3 Leça Balio, 2

Jogo no Estádio do Serzedo, em Vila Nova de Gaia
Árbitro: Manuel Moreira (AF Porto)

Serzedo: Martins; Andrade, Monteiro, César e Luís; Adérito, Cancela e Tozé (Pinheiro); Almeida, Javier e Rafael (Barbosa)

Leça Balio: Hélder; Rui André (Feliciano), Pedro, Abel e Pascoal; Carlos Eduardo (Douglas), Lumungi, André e Arlindo (Nico); Ismael e Couto

Ao intervalo: 2-1
Marcadores: Lumungi (20), Almeida (21), Rafael (40), Cancela (65) e Nico (85)

Na última jornada da primeira volta, o Leça do Balio podia ter dado o salto definitivo na tabela classificativa e afastar-se da cauda da tabela caso vencesse o aflito Serzedo. Tal não veio a acontecer, muito por culpa própria, porque durante o desafio ficou a clara sensação que a equipa gaiense estava perfeitamente ao alcance dos matosinhenses.
Os primeiros lances da partida ilustraram o que seria de esperar do resto do encontro. A equipa visitante procurando construir jogadas com princípio, meio e fim, com os elementos do meio-campo a solicitar o apoio dos jogadores mais avançados no espaço existente nas alas e daí construírem jogadas de perigo com rápidas variações de flanco provocando desequilíbrios na defesa do Serzedo.

Lumungi ameaça e marca

O golo esteve muito perto de acontecer num desses lances, quando Lumungi bem lançado pela direita alcança a linha de fundo e faz um cruzamento-remate que Arlindo não conseguiu dar a melhor direcção. Por outro lado, a equipa visitada não perdia tempo a tentar sair com a bola controlada e bombeava a bola para o ataque, muitas vezes inconsequentes apenas na tentativa de tirar a bola perto da própria área, mas também seria num desses lances que o Serzedo estaria perto de inaugurar o marcador, com a bola rapidamente metida nas costas da defesa baliense em que o rápido Javier cruza para a área e Adérito completamente solto remata ligeiramente ao lado.
Mas o golo acabaria mesmo por surgir para os visitantes, com Ismael a ocupar muito bem o espaço na ala direita e em progressão na direcção da área serve com um passe atrasado Lumungi que com um remate cruzado faz a bola entrar no canto superior direito. Um golo de belo efeito.

Injustiça ainda antes do intervalo

No entanto, não houve sequer tempo de assimilar a vantagem já que momentos após o golo inaugural, Almeida, livre de qualquer marcação, repõe a igualdade dando o melhor seguimento a um canto. O jogo começou a ficar mais quezilento, a agressividade imposta pelas duas equipas começou a imperar perante a passividade do árbitro que fechou os olhos a entradas muito duras dos homens de Serzedo em lances com Couto e Hélder. Contudo, num lance dividido fora da área em que Hélder parece apenas tocar na bola, o juíz da partida assinala falta e admoesta o guarda-redes baliense com o cartão amarelo. Na sequência do livre, Rafael coloca os visitados em vantagem com um remate em força para o lado do guarda-redes.

Domínio não foi suficiente

Na segunda parte, o Leça do Balio entrou determinado a mudar o rumo dos acontecimentos e apenas por muita infelicidade não conseguiu marcar. Primeiro, num remate de Lumungi a enviar a bola ao poste que ainda bate no guarda-redes e sai pela linha de fundo, depois num remate de primeira de Ismael a sair centímetros ao lado e, logo a seguir, um esplendoroso trabalho do mesmo jogador dentro da área visitante a passar pelo meio de dois defesas e com uma simulação a flectir para o meio e tirar da frente mais um jogador contrário, mas na cara do guardião perdeu o controlo da bola e rematou fraco para a defesa do guarda-redes. O golo do empate parecia iminente mas após erro do último defesa baliense que não foi lesto a despachar a bola, deixou-se antecipar por Cancela que com via aberta para a baliza não teve problemas em atirar para a fora do alcance de Hélder. Estava oferecida a terceira prendinha para colocar no sapatinho.

Mais um golo de bandeira

Até ao fim, o Leça do Balio continuou a carregar no acelerador e ainda teve tempo para um livre muito perigoso apontado por Lumungi e para outro golo fantástico, desta vez apontado por Nico num remate em volley de pé esquerdo fora da área.
O tempo que restava foi gasto em picardias e em perdas de tempo provocadas pelos homens da casa perante a passividade do juíz da partida que teve uma prestação negativa onde a dualidade de critérios foi gritante.

Figura

Lumungi: O possante centro-campista baliense teve, desta vez, acções mais ofensivas no terreno e abriu o marcador com um golaço. Incansável e imponente no jogo aéreo, ganhou todas as disputas no centro do terreno e foi o primeiro apoio aos avançados. Grande jogo.

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Edição de 16-06-2010
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