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Arquivo: Edição de 13-12-2006

SECÇÃO: Desporto


Infesta empata e vê adversários directos descolarem na tabela
Um ponto não foi nada mau

II Divisão

Jogo no Estádio do Tourão, em Sandim (VN Gaia)
Árbitro: Luís Catita (AF Évora)

D. Sandinenses, 1
Infesta, 1

D. Sandinenses: Tó Ferreira; Óscar, Álvaro, Hélder Oliveira e César; Renato, Hélder Silva e Ruizinho; Horácio, Cardoso (Rui Gomes, 75) e Ricardo Correia (Vítor Borges, 66)
TR: Armando Santos

Infesta: Miguel; Bruninho, Ricardo Gomes, Nuno e Zé Manel; Ivo (Camarinha, 38), Baptista (Silva, 65), Beto (Pedro Nuno, 46) e Vitinha; Júlio e Corina
TR: Manuel António

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Álvaro (42) e Júlio (67)
Disciplina: Cartão amarelo a Ivo (18), Hélder Oliveira (35), Hélder Silva (45), Ruizinho (70), Corina (75) e Ricardo Gomes (90).

Em Gaia, o Infesta perdeu uma boa oportunidade para se manter entre os primeiros da tabela, ao empatar com os Dragões Sandinenses, que apesar de estarem em maus lençóis no que conta à classificação, ofereceram boa réplica ao comandados de Manuel António.
Não foi fácil a deslocação do Infesta a Sandim, onde mora a penúltima equipa da tabela classificativa. E vistas as coisas um empate até já foi um bom resultado, o mais justo por sinal, vistas as coisas. Sim, porque nem os Dragões quiseram dar a imagem de um membro da “liga dos últimos” e nem sequer o Infesta mostrou capacidades para fazer jus à sua condição segundo do pódio.
A tarde prometia. Apesar do frio, a chuva entrou em férias de Natal, permitindo que o terreno já muito gasto do Tourão lá aguentasse mais um joguinho. Dragões e mamedenses entraram com tudo e desde cedo se viu que os da casa não iam facilitar. Estranhamente, os pupilos de Manuel António remeteram-se em demasia para o seu reduto, muito por culpa da força imperada pelos verdes do lado de lá de Gaia. Assim, com o Infesta expectante, os homens da casa criaram de uma assentada três oportunidades claríssimas de golo, as primeiras duas na sequência de cantos, com cabeceamentos a rasarem os postes azuis, a última com Miguel, de forma excelente a fazer uma mancha perfeita a Horácio, que, isolado, não teve capacidade para mais.

Manuel António descontente
Para se demonstrar que o Infesta entrou muito mal na partida refira-se o facto que o primeiro ataque forasteiro só aconteceu à passagem do minuto 25. O tempo passava no período inicial e mais uma clamorosa oportunidade de golo para os de Sandim. Perante a passividade mamedense, Manuel António abre os braços em sinal de descontentamento, sendo esta uma das imagens do jogo. Aos 34 minutos, Miguel volta a estar em destaque ao defender com a ponta dos dedos um remate em volley que rasou a barra, segurando por mais algum tempo o empate, resultado que acabou por ser “sol de pouca dura”, já que a três minutos do intervalo o Sandim inaugura o marcador, depois de nova passividade do Infesta e que, apesar de se pensar que este tento terá sido marcado na própria baliza por um jogador azul, foi dada a autoria do golo ao sandinense Álvaro.

Infesta acorda… devagarinho
As equipas foram mexidas e com as mudanças também os objectivos se alteraram. Já se esperava que o Dragões Sandinenses não conseguisse manter a mesma toada atacante e que, mais tarde ou mais cedo, o Infesta teria de acordar de um limbo surdo que não lhe permitiu estar em campo durante os primeiros 45 minutos.
Manuel António deu “o grito do Ipiranga” e os jogadores, quais soldado de D. Pedro, os mesmos que fizeram do Brasil país independente, caíram para cima dos homens da casa e sem os deixar respirar, chegaram ao golo, no minuto 67, com Júlio a aproveitar confusão na área do guardião Tó Ferreira, depois de Corina ter insistido pela direita e ter investido pelo interior da área. O Sandim foi abrindo as “portas da ourivesaria” e por pouco não deu o ouro ao bandido que vestia de azul e branco, que não teve arte nem engenho para alcançar um resultado melhor que um empate, o que, depois de uma primeira parte paupérrima e um segundo tempo um pouco melhor não lhe dá a razão para pensar que a vitória seria o resultado mais justo. Boa arbitragem.

Figura

Nuno: Se o Infesta não saiu derrotado de Sandim e se não sofreu mais golos, foi graças ao gigante capitão, grande não só em altura mas também em qualidade. Fosse de cabeça, com os pés, dando ordens aos seus companheiros da defesa, partindo para o ataque ou desfazendo qualquer perigo à porta da área, Nuno foi indiscutivelmente o homem em destaque.

Manuel António não gostou da primeira parte
“Entrámos muito mal”

Manuel António não tem pejo de mostrar o seu descontentamento, nem, pelo contrário, ser a imagem da felicidade quando vê os seus comandados seguirem à risca as suas instruções. Algumas vezes abriu os braços durante este jogo, claramente aborrecido com a pálida exibição dos seus pupilos. “Entrámos muito mal no jogo”, começou por dizer, confessando mesmo que “tivemos alguma felicidade por estarmos a perder só por 1-0 na primeira parte”. O treinador mamedense considerou que as alterações promovidas ao intervalo surtiram efeito: “Com as correcções que fizemos sinto que fomos muito mais equipa, tivemos mais do que uma situação de golo”, vendo o desfecho da contenda como “um resultado que acabou por ser justo dado o equilíbrio que as duas equipas demonstraram”.

Artur Santos

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Edição de 16-06-2010
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