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Leça do Balio - Golo aos 97 minutos deita por terra esforço baliense Santuário profanado
AF Porto – I Divisão
Jogo no Estádio do Balasar, na Póvoa do Varzim Árbitro: Samuel Capela (AF Porto)
Balasar, 2 Leça Balio, 1
Balasar: Lopes; Maltinha, Tonico, Carlos (Miguel) e Chico; Ferreira, Arteiro e Palhinha; Bruno, Tiano (Marco Almeida) e Zé Carlas
Leça Balio: Hélder; Rui André (Feliciano), Saraiva, Abel e Pascoal; Carlos Eduardo (Douglas), Lumungi, André e Nuno Madureira; Ismael (Couto) e Nico
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Palhinha (15), Feliciano (80) e Chico (90+7)
A 15ª jornada reservou a visita do Leça do Balio ao líder do campeonato, Balasar, freguesia conhecida em todo o país devido a Alexandrina Maria da Costa, vulgo Santinha de Balasar, beatificada a 25 de Abril de 2004 pelo Papa João Paulo II dando lugar a inúmeras romarias e peregrinações em honra da santa. O jogo fica, no entanto, manchado pela actuação do árbitro à qual poderia ser descrita como um verdadeiro pecado.
Início forte
O Balasar vinha de uma folgada vitória (3-0 em Serzedo) na passada jornada e sabia que ganhando estaria mais folgado na frente da tabela classificativa em virtude da folga do Srª da Hora. Não foi de estranhar, pois, o início forte da equipa da casa procurando desde cedo a vantagem no marcador. O Leça do Balio, por seu lado, contrariava o futebol mais ofensivo do adversário com um meio-campo bem preenchido e apostando na velocidade e virtuosismo dos jogadores mais avançados – Nico e Ismael. O golo que colocou os balasarenses em vantagem acabaria por surgir à passagem do quarto de hora através de um pontapé de canto, que na sequência de um mau alívio da defesa baliense, o avançado da casa não teve qualquer problema para, à boca da baliza, encostar para o fundo das redes.
Reacção baliense
A partir do momento que se encontraram em desvantagem no marcador, o Leça do Balio assumiu o risco e teve as despesas do jogo controlando sempre a partida, gizando lances de belo efeito e criando algumas oportunidades até ao intervalo que, ao serem aproveitadas transmitiriam justiça no marcador. A segunda parte, embora com condições climatéricas mais adversas, mostrou um Leça do Balio decidido a não entregar os três pontos de mão beijada, continuando a controlar o jogo, chegando facilmente à área do adversário que só conseguia responder através de rápidos contra-ataques sem levar, com isso, muito perigo.
Golo fora de horas
O golo do empate acabaria por surgir, já nos últimos dez minutos da partida, numa jogada inicialmente bem trabalhada por Couto e finalizada, já dentro da área com um remate bem colocado, por Feliciano. Até aqui, a má arbitragem do juiz da partida resumia-se a uma gritante dualidade de critérios na amostragem de cartões amarelos por faltas cometidas pelos jogadores ou pela não marcação de faltas em zonas perigosas para a baliza balasarense, mas até ao final da partida assistiu-se a um autêntico assalto ao santuário (leia-se baliza) baliense com marcação de faltas sucessivas à entrada da área visitante, resultando uma delas no golo da vitória do Balasar aos 97 minutos depois do árbitro auxiliar ter levantado a placa com cinco minutos de prolongamento.
Figura
André: O jovem centro-campista baliense encheu o campo e esteve presente em todo o lado, ora à direita, ora à esquerda, fechando todos os caminhos para a própria baliza e dando início, também, aos ataques da sua equipa. Grande pulmão.
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