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Derby - Guardião custoiense evitou derrota caseira Sob o reinado de D. Dinis
AF Porto – I Divisão
Jogo no Estádio do Padroense, no Padrão da Légua Árbitro: Rui Ferreira (AF Porto)
Custóias, 0 Leça Balio, 0
Custóias: Dinis; Nunes, Virgílio, Vítor Tiago e Fontes; Nelson (Mário), Rui Baptista (Benjamim) e Gualter; Serrinha (Marco), Calado e Tita
Leça Balio: André; Nico, Saraiva, Abel e Pascoal; Carlos Eduardo, Lumungi e André; Nuno Madureira, Ismael (Feliciano) e Douglas (Couto)
D. Dinis – um dos Reis de Portugal na 1ª Dinastia – que ficou conhecido na História por uma série de medidas que adoptou no sector primário para revitalizar a economia e, principalmente, evitar os crescentes assaltos aos bens da propriedade monárquica, teve no passado sábado um homónimo na baliza custoiense que com um punhado de boas defesas não deixou que o seu espaço fosse violado.
Respeito mútuo
Como é norma num derby, pouco importa a posição na tabela classificativa ou o momento de forma das equipas, pois o resultado é sempre imprevisto. Daí se depreende o respeito que ambas as equipas evidenciaram durante a primeira parte, com os sistemas tácticos a encaixarem e a não permitirem grandes jogadas de perigo junto de cada baliza. De realçar apenas um lance para cada um dos lados: logo no início da partida, livre a favorecer os da casa superiormente executado por Gualter levando a bola a embater na parte superior do travessão da baliza defendida por André; na equipa forasteira, lance bem trabalhado na esquerda por Douglas, jogador de elevados recursos revelando-se um autêntico quebra-cabeças para a defesa local tanto na forma como segura a bola como nos desequilíbrios que causa no um-para-um, que cruza milimetricamente para Lumungi que à boca da baliza não consegue dar o melhor seguimento ao lance.
Abusar dos lançamentos longos
O Custóias usava e abusava das investidas dos alas com lançamentos longos desde os elementos mais recuados para as costas da defesa baliense, aproveitando a velocidade de Tita, mas a concentração e agressividade dos balienses anulavam qualquer lance de ataque do rival. O nulo, ao intervalo, ajustava-se ao desenrolar da partida.
Alterações sem efeito
Na segunda parte, a equipa da casa manteve a filosofia exercendo maior pressão junto da baliza adversária com maior domínio territorial e, reflexo disso mesmo, conquistando inúmeros cantos e livres perto da área mas sem nunca causar grande perigo para as redes balienses. As entradas de Marco, Mário e Benjamim, quase em simultâneo, espelhavam a vontade do técnico custoiense em libertar a equipa da teia montada pelos rivais, mas não conseguiu produzir os efeitos desejados. Por outro lado, o Leça do Balio arriscava mais no ataque e começava a acreditar que podia levar algo mais do derby do que a igualdade.
Ismael e Douglas perdulários
A boa circulação de bola e o adiantamento dos centrais Virgílio e Vítor Tiago que teimavam em jogar no fora-de-jogo, proporcionaram dois lances de extremo perigo com Ismael e depois Douglas a caminharem sozinhos para a baliza adversária mas a permitirem defesas de recurso a Dinis. Num outro lance, Ismael libertou-se da marcação num excelente trabalho individual e quando se encontrava numa óptima posição, deslumbrou-se e falhou o remate. Num jogo onde o Custóias teve maior domínio territorial, foi o Leça do Balio que teve as melhores oportunidades tendo sido castigado pela inoperância dos seus avançados. Arbitragem sem qualquer reparo.
Figura (Custóias)
Dinis: O guardião, que já passou pelo Leça do Balio, esteve inspirado e transmitiu tranquilidade e segurança imprescindíveis a qualquer defesa. Se o Custóias não saiu vergado a uma derrota perante o rival, bem pode agradecer às várias defesas de recurso de Dinis.
Figura (Leça do Balio)
Pascoal: O capitão do Leça do Balio foi o reflexo dos seus companheiros da defesa: concentração e agressividade na marcação e no desarme evitaram problemas de maior para André. Ganhou inúmeros lances nos livres e cantos contra a sua equipa e fez um corte providencial quando Benjamim fazia o último passe para um adversário só ter de encostar.
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