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Arquivo: Edição de 15-11-2006

SECÇÃO: Desporto


Leixões - Vítor Oliveira quer mais equilíbrio durante os 90 minutos
“Andamos a repetir primeiras partes fracas há muito tempo”

O treinador do Leixões foi coerente na análise à partida e reconheceu, sem quaisquer problemas, que a prestação da equipa rubro-branca deixou muito a desejar na primeira parte. Um problema que não é de agora e que se alarga ao campeonato da Liga de Honra, onde a equipa tem sentido dificuldades nos primeiros 45 minutos. Vítor Oliveira frisou que passagem à etapa seguinte da Taça não merece discussão e, no seu entender, foi o próprio Leixões que tornou o jogo mais difícil:

- Estava à espera destas dificuldades para vencer a partida?
- Não existiram grandes dificuldades. Penso que o jogo foi difícil porque o Leixões o tornou difícil. A nossa primeira parte foi muito fraca, o que tornou o jogo extremamente difícil. Não foi o Ribeirão, por todo o respeito que temos pelo adversário, que tornou este jogo difícil. Na segunda parte, tornámo-lo fácil. Estava-se a adivinhar um golo a qualquer momento, o jogo teve só um sentido, tivemos uma atitude substancialmente diferente. Os jogadores estavam alertados que estes jogos, para além das diferenças técnicas e tácticas, ganham-se com boa atitude, e nós na primeira parte não a tivemos. Estamos preocupados com esta situação, vamos tentar por cobro a isto, pois andamos a repetir primeiras partes fracas há muito tempo e não temos necessidade disso. Temos de entrar com uma atitude diferente para o Leixões conseguir ganhar os jogos com maior tranquilidade.
- Qual a explicação para as más prestações nas primeiras partes?
- Não temos de dar explicações, temos de constatar factos e temos de tentar remediar a situação. Estamos a trabalhar para isso. Toda a gente está de acordo que as primeiras partes não têm sido boas. Temos feito um esforço suplementar nas segundas partes, que têm sido de melhor qualidade. Vamos tentar que a equipa seja mais equilibrada durante os 90 minutos.
- O Ribeirão jogou bastante à defesa...
- É normal. É uma equipa de um escalão inferior, veio tentar fazer uma surpresa, apostou no zero a zero, tentando num contra-ataque fazer um golo. Na primeira metade, tiveram duas situações em que poderiam ter realmente chegado ao golo, com o decorrer do jogo o Ribeirão foi-se aguentando com uma estrutura defensiva extremamente sólida, e acreditaram sempre que poderiam fazer um golo. Na segunda parte, foram praticamente anulados, não entraram na nossa área, tivemos uma atitude diferente, jogámos um futebol muito mais rápido, com um aproveitamento maior da largura e comprimento do campo, e não demos chances ao adversário.
- Ficou preocupado com o penaltie falhado?
- Falhar uma grande penalidade é sempre motivo de preocupação, mas são situações que acontecem no futebol.

“Fenómeno Taça é inexplicável”

- Os jogadores não terão estado algo desmotivados por jogar contra uma equipa de uma divisão inferior?
- O fenómeno Taça é um fenómeno, de certa forma, inexplicável. Ainda há pouco tempo, o Manchester United perdeu com o último classificado da segunda divisão inglesa. As surpresas sucedem-se com alguma frequência em termos de jogos de Taça. Penso que tem a haver principalmente com a atitude, com o modo que os jogadores encaram o jogo. Se os jogadores encararem os jogos de um modo sério, estes jogos não têm geralmente grande grau de dificuldade. Se encararem os jogos de uma forma leviana, como o fizemos na primeira parte, os jogos são extremamente complicados. Mas isso foi sempre assim e vai continuar a ser, felizmente para a Taça e para o futebol.
- Concorda que as substituições deram outra agressividade à equipa?
- Essencialmente, transmitiram outra velocidade. Houve uma maior agressividade em termos de velocidade. O jogo passou a ser muito mais rápido, o Ribeirão passou a ter mais dificuldades nas marcações e praticamente não saiu do seu meio-campo nos segundos 45 minutos.

em termos de jogos de Taça”

Boletim Clínico
Quatro em recuperação

João Pedro, Bruno China, Joel e Nuno Silva. Estes quatro atletas encontram-se aos cuidados do departamento clínico e hoje (quarta-feira) serão reavaliados pelos responsáveis médicos do Leixões.
À excepção do primeiro, todos deverão ser recuperáveis para a recepção ao Olhanense, domingo, às 15 horas, no Estádio do Mar. João Pedro tem evoluído favoravelmente, até tem participado nos jogos-treino com o Leça, mas a confirmar-se a sua recuperação plena só deverá voltar aos relvados em finais de Janeiro. Bruno China, que foi poupado no jogo da Taça, sofre de uma miosite na coxa direita, mas deverá estar apto para enfrentar a competição.
O mesmo deve acontecer com Nuno Silva (lesão na coxa direita) e Joel (lombalgia), embora, nestes casos, só no final da semana se possa avançar com mais certezas.

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Edição de 16-06-2010
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