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Padroense - Reforço impulsionou a equipa e apontou um golo de antologia João entra e resolve
AF Porto – Divisão de Honra
Jogo no Estádio do Padroense, no Padrão da Légua Árbitro: Carlos Dias (AF Porto)
Padroense, 3 Bougadense, 0
Padroense: Marco; Paulinho, Miguel, Fredy e Sala; Hugo (Vitinha); Armando (Bruno), Castanho e Postiga; Moura e Telmo Sampaio (João) TR: Augusto Mata
Bougadense: Maciel; Emanuel (Vieira), Virgílio, Flávio e Roberto; Ricardo (Ricardo Silva), Tó, Cascavel e Alexis; Luís Carlos e Santos (Miguel) TR: Augusto Veloso
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Fredy (53), Castanho (59) e João (65) Disciplina: Cartão amarelo a Ricardo (21), Roberto (27), Virgílio (59), Armando (62), Sala (75) e Bruno (85)
Regresso à liderança com uma vitória merecida e justificada por um segundo tempo de luxo diante de um Bougadense que trabalhou e correu muito. O Padroense cumpriu a sua missão e beneficiou do nulo do Nogueirense em Alpendorada para voltar a liderar a prova. Com Augusto Mata na bancada, após ter sido expulso em Perafita, e sem os lesionados Sérgio e Vítor Hugo, mais o castigado Vítor, o emblema do Padrão da Légua sentiu dificuldades para furar a muralha contrária e, na primeira parte, só teve duas ocasiões de golo, uma delas desperdiçada por Telmo Sampaio, que em vez de penetrar mais na área optou por rematar de forma precipitada. Em cima do intervalo, festejou-se golo no Padrão da Légua, autoria de Moura, mas o lance foi invalidado pois Telmo, que tinha cabeceado antes, estava ligeiramente adiantado em relação à defesa do Bougadense.
Mata tinha a chave
Ao intervalo, Mata deixa Telmo no balneário e aposta em João, o recente reforço do Padroense que se estreou na semana anterior em Perafita. Proveniente do Benfica B, o jovem jogador tem dado mostras do seu valor nos treinos da equipa e, na primeira actuação em casa, simplesmente resolveu o desafio. A dinâmica da equipa foi totalmente diferente e o Padroense partiu para 20 minutos de luxo, que resultaram em três golos. Primeiro, por Fredy, a cabecear como mandam as regras, de cima para baixo, na sequência de um canto. Depois, Castanho, na recarga a uma grande penalidade convertida pelo médio defensivo, a punir mão na bola de Virgílio. A fechar este período infernal para o Bougadense, João fez um golo de antologia, num remate desferido com a parte de fora do pé esquerdo, a fazer lembrar… Ricardo Quaresma.
Sala lesiona-se
Na etapa final, já com a questão do vencedor definida, o Padroense sofreu um pouco, até porque o adversário nunca baixou os braços, mas também porque ficou em inferioridade numérica, devido à lesão (rotura muscular) de Sala. Mata já tinha esgotado as substituições e o Padroense teve de actuar com dez elementos até ao apito final. O Bougadense teve duas boas ocasiões, mas Marco esteve sempre atento na baliza do Padroense. Boa arbitragem.
Augusto Mata – Treinador do Padroense “Segunda parte de bom nível”
“Ganhámos bem. O Bougadense também podia ter marcado, sobretudo no período em que ficámos em inferioridade numérica, devido à lesão do Sala, mas fomos sempre a melhor equipa. Não circulámos a bola como queríamos, face ao estado do relvado, que estava muito encharcado, mas fomos perigosos e realizámos uma segunda parte de bom nível”.
Figura
João: É caso para dizer chegou, viu e venceu. Só um jogador com grande qualidade chega a uma nova casa e adapta-se de imediato à manobra da equipa. Prometeu em Perafita, confirmou credenciais nesta partida, onde coroou a exibição com o melhor golo da tarde. Parece ser mesmo mais-valia.
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