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Balienses perdiam 4-0 ao intervalo Halloween veio mais cedo
I Divisão – AF Porto
Leça Balio, 2 Foz, 5
Jogo no Estádio do Perafita, em Matosinhos Árbitro: Carlos Barros (AF Porto)
Leça Balio: Hélder; Nico, Arlindo, Saraiva e Pascoal; Carlos Eduardo, Feliciano (Bruno) e André (Jorge); Nuno Madureira, Nuno e Douglas (Rui André)
Foz: Paulo Almeida; Cândido, Pinhal, Tozé e Correia; Arménio, Álvaro (Bessa), Peixoto (Valente) e Cristiano; Couto, Armando e Marques
Ao intervalo: 0-4 Marcadores: Cândido (4), Correia (6), Cristiano (13), Couto (42), Nuno (54 e 88) e Valente (90)
Depois da épica vitória na passada jornada em Labruge, esperava-se que o Leça do Balio tivesse encontrado o trilho das vitórias e os maus resultados do início de época fossem já parte do passado, mas os balienses teimam em permanecer na cauda da tabela e a conviverem com a intranquilidade subjacente a essa posição. No passado sábado, assistiu-se a uma primeira parte verdadeiramente dantesca, uma viagem pelo Inferno que resultou em quatro golos sem resposta da equipa visitante. O primeiro quarto de hora foi o mais penalizador, pois já nessa altura o Foz já tinha três golos de vantagem perante a passividade e inoperância do onze baliense que parecia estar em campo apenas para assistir de perto às jogadas e golos da equipa adversária.
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Os matosinhenses apareceram dispostos a dar outra imagem e começaram desde cedo a criar perigo junto da baliza forasteira, conseguindo reduzir a desvantagem num excelente golpe de cabeça de Nuno. O domínio territorial era intenso até porque nesta altura já o Foz jogava em inferioridade numérica por expulsão de Pinhal, contudo, com maior ou menor dificuldade, as investidas à baliza de Paulo Almeida não resultavam em golo. Só perto do final, uma vez mais por intermédio de Nuno, é que o Leça Balio reduziu a desvantagem, com o avançado a aproveitar uma confusão dentro da área para rematar para o fundo das redes. Num último assalto, na tentativa desesperada de obter mais um golo que permitisse aos matosinhenses sonhar com algo mais que a derrota, Valente aproveitou a descompensada defesa baliense para, isolado, contornar Hélder e encostar para a baliza deserta. O Leça Balio pagou caro o mau arranque da partida. Agora, o Leça do Balio deve aproveitar a folga na próxima semana (desistência do Canelas) e o Halloween (Dia das Bruxas) para reflectir e dar a volta ao mau momento. Arbitragem sem influência no resultado.
Figura
Nuno: Salvou-se do colapso colectivo, ao apontar dois golos a revelar sentido de oportunidade e grande inconformismo. Um prémio que, naturalmente, soube a pouco.
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