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Avançado bisou na primeira vitória baliense fora de casa Dia D… de Douglas
I Divisão – AF Porto
Labruge, 0 Leça Balio, 2
Jogo no Estádio do Labruge, em Vila do Conde Árbitro: Sílvia Pereira (AF Porto)
Labruge: Erik; Toni, David, Mário (Filipe) e Hermínio (Nuno Silva); Ademar, Adérito e Kennedy; Ramon, Zé Pedro e Fabiano (Chota)
Leça Balio: Hélder; Nico, Saraiva, Arlindo e Pascoal; Carlos Eduardo, Feliciano (Rui André) e André; Nuno Madureira (Couto), Ismael e Douglas
Ao intervalo: 0-1 Marcador: Douglas (37 e 86)
Na história, o dia D ficou conhecido como o dia decisivo, o dia seis de Junho de 1944, quando os aliados ocidentais desembarcaram nas costas da França na Normandia, dando início ao fim da II Guerra Mundial, começada cinco anos antes pela invasão nazista à Polónia. No domingo, o D foi de Douglas e não de derrota, e todos os balienses acreditam terem dado início ao fim dos maus resultados e, finalmente, injectado doses de confiança que permita à equipa subir na tabela classificativa para lugares mais tranquilos e consentâneos à qualidade da equipa. Debaixo de condições climatéricas totalmente adversas com vento e chuva muito fortes e um terreno de jogo num estado lastimoso, sabia-se de antemão que o futebol praticado não podia ser o melhor e notou-se, ao longo do jogo, que as equipas jogavam no erro do adversário. A equipa da casa apostava em rápidos ataques com bolas bombeadas nas costas da defesa baliense a apostar na velocidade dos alas e na combatividade de Ademar, que a espaços criavam situações de algum perigo, mais por ressaltos e lances divididos do que propriamente por mérito na construção das jogadas. No Leça do Balio começava a destacar-se Douglas com a sua capacidade de segurar a bola permitindo a subida da equipa, tendo sido massacrado por faltas sucessivas. O jogo seguia numa toada morna até que aos 37 minutos, Feliciano recupera uma bola já no meio-campo ofensivo da equipa matosinhense, ultrapassa magistralmente dois adversários e coloca Douglas na cara do golo que depois de contornar o guardião adversário encosta para o fundo das redes.
Das tripas… coração
O Leça do Balio sabia da importância de uma vitória, principalmente pela confiança, motivação e tranquilidade que geralmente estão associadas aos três pontos no final de um jogo, e foi com esse espírito que os balienses entraram em campo, na segunda parte, fazendo das tripas coração para garantir a vantagem. O Labruge, naturalmente, actuou mais perto da área contrária mas com maior ou menor dificuldade a defensiva baliense ia dando conta do recado, evidenciando-se a segurança transmitida por Hélder. E seria já perto do fim, que o Leça do Balio colocaria um ponto final na discussão dos três pontos, quando Rui André lança na direita Ismael que, ganhando a linha de fundo, serviu na perfeição Douglas que, mais uma vez, revelando um excelente sentido de oportunidade, atira a contar para o segundo golo da sua conta pessoal e da equipa. O trio de arbitragem, curiosamente, composto por três elementos do sexo feminino, não teve qualquer influência no resultado final.
Figura
Douglas: O extremo-esquerdo, aos poucos, tem vindo a subir de forma. A sua capacidade de segurar a bola e os desequilíbrios que cria quando parte no um-para-um são a sua imagem de marca. Os dois golos dão, de certeza, motivação suficiente para continuar a evoluir.
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