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Leixões - Regresso às vitórias com exibição cinzenta como o tempo Roberto foi o bombeiro
Liga de Honra (6ª Jornada)
Leixões, 1 Trofense, 0
Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: João Vilas Boas (AF Braga)
Leixões: Beto; Marco Cadete, Elvis, Nuno Silva e Nuno Amaro; Bruno China, Hugo Morais (Malafaia, 68) e Filipe; Jorge Gonçalves (Ricardo Jorge, 86), Roberto e Xavier (Cícero, 46) TR: Vítor Oliveira
Trofense: Miguel; Maia (Tiago Madalena, 80), Idalécio, Miguel Ângelo e Chico Silva; Edu (Reguila, 60), Costa, Dedé e Nelsinho; Chico (Vítor Hugo, 60) e Leandro Netto TR: Daniel Ramos
Ao intervalo: 0-0 Marcador: Roberto (47) Disciplina: Cartão amarelo a Vítor Hugo (69), Costa, (70+75), Cícero (81), Dedé (83) e Idalécio (86); Cartão vermelho a Costa (75), por acumulação
Num terreno lesa-futebol e propício a lesões, dado o estado esburacado e irregular do relvado, o Leixões regressou aos triunfos frente a um Trofense bem organizado defensivamente e que acreditou no empate na recta final da partida. O jogo foi feio e não deixou saudades a ninguém. O resultado premeia a equipa que assumiu as despesas do jogo, mas se Reguila, no período de descontos, não tivesse desperdiçado a melhor ocasião do Trofense, os assobios que se ouviram no final da partida por parte dos adeptos do Leixões fariam muito mais sentido. Na primeira parte, há a destacar um remate cruzado de Jorge Gonçalves (12), um cruzamento-remate de Marco Cadete (32) e uma oportunidade perdida por Jorge Gonçalves (40), após cruzamento de Xavier, o principal agitador da primeira parte. O Leixões dominava em toda a linha, mas não encontrava soluções para furar a defesa do Trofense, muito bem comandada pelo gigante Idalécio. Aliás, até este jogo, o Trofense só tinha sofrido um golo. E de grande penalidade frente ao Santa Clara.
Recomeçar a ganhar
No recomeço da partida, o Leixões chegou ao golo. A defesa do conjunto da Trofa falhou redondamente e não interceptou o cruzamento rasteiro de Filipe. Roberto, oportuno ao segundo poste, limitou-se a encostar a bola para o fundo das redes, originando a única explosão de alegria que se viveu no Mar. O número 9 do Leixões fez o que se pede a um ponta-de-lança e foi uma espécie de bombeiro, apagando a intranquilidade que já se começava a viver naquele período. Depois, o Leixões continuou a dominar, em busca do segundo golo, mas não dispôs de uma única ocasião flagrante. As entradas de Vítor Hugo e Reguila deram força ao Trofense, que a partir daí começou realmente a ter ataque. Antes, não tinha existido. Aos 62 minutos, o recém-entrado Reguila apareceu caído na área, mas Beto limitou-se apenas a defender a bola. Aos 75 minutos, após falta sobre Marco Cadete, Costa viu o segundo cartão amarelo e deixou o Trofense em inferioridade numérica.
Muitos nervos
Apesar de estar em superioridade numérica, o Leixões nunca mostrou arte e tranquilidade para sentenciar a partida. Malafaia tentou dar ordem ao meio-campo, mas ninguém o acompanhou e, aos poucos, o Trofense ia acercando-se da baliza de Beto (sempre seguro). O maior calafrio surgiu já nos descontos quando Reguila, após desvio de cabeça de Edu, teve nos pés o empate, mas o remate saiu enrolado e ao lado da baliza de Beto. O Leixões ganhou com mérito, mas a exibição (como reconheceu Vítor Oliveira) foi para esquecer. Arbitragem regular.
Por:
Arnaldo Martins
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