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Balienses voltam a sofrer dois golos de rajada Hipnotizados por um minuto
I Divisão – AF Porto
Leça Balio, 2 Valadares, 2
Jogo no Estádio do Perafita, em Matosinhos. Árbitro: Roberto Marques (AF Porto)
Leça Balio: André Pinto; Nico, Abel (Feliciano), Saraiva e Pascoal; Arlindo, André e Nuno Madureira (Quim); Ismael, Nuno e Douglas (Jorge)
Valadares: Clemente; Carvalho, André, Raposo e Cirilo (Ribeiro); Moreira (Elói), Paulo e Zé Beto (Diogo); Avelino, Daniel e Juliano
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Nuno (67), Avelino (80), Paulo (80) e Pascoal (90)
Os jogos de futebol, normalmente, têm 90 minutos mais o tempo de compensação dado pelo árbitro, mas há minutos mais importantes que outros que se diferenciam pelos lances capitais da partida que definem o desfecho final. Nesta partida, disputada no sábado, o minuto 80 assumiu o papel principal do tempo de jogo, pois nesse instante ocorreu a reviravolta no marcador com a equipa forasteira a facturar por duas vezes. Antes, na primeira parte, assistiu-se a uma boa partida de futebol com boas jogadas de parte a parte com as ocasiões mais flagrantes a serem desperdiçadas pelo Leça do Balio, com destaque para os remates de Ismael (logo no primeiro minuto), Pascoal (de ressaca) e Nuno (de pontapé de bicicleta) que levaram perigo à baliza adversária mas erraram, por pouco, o alvo. O Valadares, com uma frente de ataque bastante móvel, construía jogadas de bom entendimento mas com pouca profundidade, tendo optado e abusado nos remates de longa distância que pouco ou nenhum perigo levavam à baliza de André Pinto. Ao intervalo, o resultado parecia algo lisonjeiro para os gaienses.
Vitamina N
A segunda parte começou com um Leça do Balio mais retraído, apostando mais no contra-ataque onde se começava a evidenciar Nuno Madureira com diagonais que desequilibravam a estrutura defensiva gaiense. A primeira oportunidade, contudo, pertenceu ao Valadares através de Avelino que num remate fora da área levou a bola a embater no poste. Seria, no entanto, a equipa da casa a inaugurar o marcador à passagem dos 67 minutos após boa injecção de vitamina N: a jogada é de Nuno Madureira, que pela direita serviu no coração da área o seu homónimo Nuno, que desferiu um potente remate fora do alcance do guarda-redes forasteiro. Estava aberto o activo.
Minuto fatídico
O Leça do Balio, com sede de vitórias, recuou naturalmente mais no terreno e o Valadares continuava sem criar problemas de maior à defensiva baliense. Contudo, num cruzamento da direita, longe da área, que parecia inofensivo, André Pinto saiu-se extemporaneamente e permitiu a antecipação de Avelino que cabeceou para a baliza deserta. Os jogadores da casa atravessaram um período para esquecer, que viria a piorar logo a seguir com o segundo golo do Valadares na sequência dum canto. À semelhança da semana anterior, em Guilhabreu, o Leça Balio voltava a sofrer dois golos de rajada, permitindo a reviravolta ao adversário.
Pascoal quebra transe
Os dois golos de rajada numa partida que até então parecia controlada teve efeitos hipnóticos na equipa da casa que só a muito custo saiu do transe, já que teve muito perto de sofrer o terceiro golo que causaria efeitos irreversíveis no desfecho final da partida. Bem perto do fim, num último assalto à baliza gaiense, Pascoal aproveitou um livre superiormente apontado por Feliciano na direita e perante a apatia da defensiva contrária desviou a bola para o fundo das redes. Antes do apito final, houve ainda tempo para a última oportunidade desperdiçada por Ismael que rematou ligeiramente por cima da trave da baliza do Valadares. Numa arbitragem sem reparos, a equipa matosinhense ganhou um ponto. Um mal menor, face às incidências da partida.
Figura
Nuno Madureira: Destaca-se pela velocidade que imprime ao jogo aliada à excelente técnica que possui. Numa zona mais central do campo e com mais liberdade para atacar, Nuno Madureira criou vários desequilíbrios na defensiva contrária. Após o golo na jornada anterior, confirmou o bom momento de forma com uma exibição muito positiva.
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