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Arquivo: Edição de 11-10-2006

SECÇÃO: Desporto


Padroense - Vítor apontou o golo do triunfo já no período de descontos
Linhas de alta-tensão

AF Porto – Divisão de Honra

Jogo no Complexo Desportivo de Pedrouços, na Maia
Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

Pedrouços, 0 Padroense, 1

Pedrouços: Rui Santos; Márcio, Djassi, Joel e Ricardo; Tino, Agostinho e Nuno Gonçalves; Tozé (Bessa), Postiga (Mauro) e Valter (Flávio)
TR: Manuel Pinheiro

Padroense: Marco; Paulinho, Miguel (Bruno), Armando (Vítor Hugo) e Fredy; Vítor, Hugo, Castanho e Postiga; Moura (Telmo) e Sérgio TR: Augusto Mata

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Vítor (90+3)
Disciplina: Cartão amarelo a Hugo (10), Tino (14 e 51), Moura (41), Armando (45), Djassi (46), Nuno Gonçalves (80), Rui Santos (89), Vítor (90), Joel (90+3), Flávio (90+3) e Márcio (90+4); Cartão vermelho a Tino (51), por acumulação

Não foi chapa 3, mas garantiu mais três pontos. Foi um Padroense em versão “fato-macaco” aquele que se apresentou na casa do Pedrouços, adversário combativo, organizado e, sobretudo, motivado na recepção ao líder. É natural que assim seja e será sempre assim durante o que resta do campeonato. O Padroense soma por vitórias os seis encontros disputados e terá de aguentar esta pressão extra se quiser fazer a festa no final da época.
O golo aconteceu no período de descontos, motivou polémica, mas já lá vamos. O primeiro tempo foi muito equilibrado. As ocasiões de perigo relativo pertenceram ao Pedrouços, mas Marco mostrou-se muito atento ao deter os remates de Valter e Postiga. Ficava tudo em aberto para a segunda parte.

Expulsão determinante

Com a expulsão de Tino, o cariz do jogo mudou. O Padroense carregou mais no pedal, Mata forçou e lançou a artilharia, e assistiu-se a um jogo de sentido único. O Pedrouços aguentava a pressão como podia. Verdade também seja dita que o Padroense criava mais perigo apenas nos lances de bola parada. A equipa matosinhense abusou do futebol directo e tirou poucos dividendos. Na etapa complementar, Bruno, na marcação de um livre, quase abria o activo. Logo a seguir, Castanho rematou forte à entrada da área e a bola foi desviada com o braço por um jogador do Pedrouços. O juiz nada assinalou. Já no período de descontos, na sequência de um pontapé de canto a bola sobrou para Vítor que rematou fraco mas o suficiente para bater o guardião Rui Santos, que agarrou a bola já dentro da baliza. O fiscal-de-linha Serafim Nogueira não teve quaisquer dúvidas em validar o lance, para gáudio dos adeptos do Padroense e desespero dos apoiantes do Pedrouços.

Sururu à saída

Após o encontro, o árbitro Rui Costa teve de sair sob escolta da Polícia de Segurança Pública (PSP). O golo do Padroense motivou protestos por parte dos responsáveis do Pedrouços e dos adeptos e, à saída do estádio, o juiz ouviu vários insultos. Isto depois dos adeptos terem tentado entrar na zona de acesso aos balneários.
A PSP teve de intervir e mandar recuar um grupo de adeptos mais exaltados.

Augusto Mata – Treinador do Padroense
“Golo bem assinalado”

“A atitude do Pedrouços não foi surpresa. Nós nem jogámos bem, nem jogámos mal. Jogámos o que o Pedrouços deixou. Não foi fácil, mas considero justa a vitória. O golo surgiu nos descontos, mas os jogadores dizem ter sido bem assinalado, uma vez que a bola entrou mesmo na baliza. Houve um penalty que ficou por marcar a nosso favor”.

Figura

Vítor: Não chegou esta época, mas é uma espécie de “reforço”, já que só jogou a recta final da temporada anterior, após ter sido operado a um joelho e ter enfrentado meio ano de recuperação. Está recuperado e motivado. E responde com golos e boas exibições. Foi decisivo e trabalhou muito. Merece, indiscutivelmente, a distinção.

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Edição de 03-02-2010
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