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Padroense - Equipa de Augusto Mata ainda brincou com o fogo Chapa 3 é o que está a dar
Divisão de Honra – 4ª Jornada
Jogo no Estádio do Padroense, no Padrão da Légua Árbitro: Pedro Sanhudo (AF Porto)
Padroense, 3 Valonguense, 1
Padroense: Marco; Paulinho, Miguel, Hugo e Fredy; Castanho, Vítor (Duarte) e Postiga; Vítor Hugo (Bruno), Moura (Sampaio) e Sérgio
Valonguense: Moisés; Pedro (Nando), Fábio, Tiago e Miguel; Carlos, Luís e Hélio; Vítor (Gomes), Nuno e Almeida (Miguel II)
Ao intervalo: 2-0 Marcadores: Vítor Hugo (5), Castanho (40 g.p.), Hélio (65) e Sérgio (85)
Cinco jogos, cinco vitórias. O pleno demonstrativo da força do Padroense que teima em aplicar chapa 3 em todos os adversários. À semelhança dos encontros anteriores, a equipa marcou três golos ao opositor e venceu com justiça um encontro que dominou quase por completo e só na segunda parte, após a redução feita por Hélio, vacilou um pouco e deu-se ao luxo de brincar com o fogo. Mata apostou num esquema muito ofensivo, entregando o ataque a Postiga, Moura, Sérgio e… Vítor Hugo, que pela primeira vez foi titular. E a aposta cedo deu frutos, com Sérgio, nada egoísta, a assistir Vítor Hugo para o primeiro golo da partida, acto que, desta vez, foi comemorado com os restantes companheiros no banco de suplentes. O “miúdo” quer ser mesmo titular. Em vantagem, o Padroense continuou a dominar e teve ocasiões para ampliar a vantagem, mas os cabeceamentos de Moura e Freddy saíram ao lado. Contra a corrente, o Valonguense tem uma oportunidade soberana para empatar a partida, já que o árbitro considerou que Miguel fez falta sobre um avançado na grande área. Na marcação do penalty, Marco mostrou asas para voar e defendeu o remate, segurando a vantagem da sua equipa. Em cima do intervalo, inevitável… Vítor Hugo, a ganhar espaço e ser carregado na grande área, dando origem a uma grande penalidade. Castanho, muito tranquilo, fez o 2-0 com que terminou a primeira metade.
Desperdício dá sofrimento
O Valonguense, afinal, não é tão fraco quanto o pintam. A equipa tem bons elementos e, a jogar em casa, vai causar problemas a qualquer adversário. Na segunda parte, o Padroense voltou a entrar bem, mas não conseguiu marcar. Numa das várias ocasiões, Vítor Hugo acertou na trave e Postiga, com a baliza escancarada, atirou por cima. Na resposta, o adversário reduziu a desvantagem. Livre sobre o lado direito, desvio num defesa e a bola a sobrar para Hélio, que só teve de encostar. Logo a seguir, o recém-entrado Fernando Gomes (ex-Leixões e Padroense) assusta a equipa de Matosinhos, num livre bem apontado que fez a bola beijar a trave. Dá-se, então, a reacção matosinhense, com novas incursões ofensivas, sendo que numa delas Paulinho, após excelente slalom, cruzou com conta, peso e medida para a cabeça de Sérgio, que fez o 3-1. Estavam, assim, desfeitas quaisquer dúvidas que pudessem ter existido. Telmo, já nos descontos, teve soberana ocasião para aumentar a vantagem, mas atirou ao lado quando tinha Sérgio, em posição privilegiada, para fazer o golo. Boa arbitragem.
Figura
Vítor Hugo: É determinante, pois abre a contagem e sofre a falta que dá origem à grande penalidade. Não deliciou, como fez em Alpendorada, mas justificou a aposta e criou um problema a Mata, pois será difícil tirá-lo da equipa inicial. Se continuar a marcar, originará um braço-de-ferro que o treinador não se importará nada de perder.
São Vicente
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