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Derby - Vitória indiscutível e arbitragem fraca Srª Hora contou com uma ajuda… desnecessária
AF Porto - Campeonato Distrital da I Divisão
Srª Hora, 5 Leça Balio, 0
Jogo no Complexo Desportivo do Srª Hora, em Matosinhos Árbitro: Nélson Rocha (AF Porto)
Srª Hora: Vítor; Folha, Milhazes, Trajano e Tobias; Carinhas (Pimentel), Saloma e Igor; Hugo Almeida, Bicas (Pereira) e Nélson (Piscinas) TR: Joca
Leça Balio: André; Nico, Carlos Eduardo, Abel e Pascoal; Saraiva, Feliciano (Madureira) e Rui André; André, Quim (Nuno) e Douglas (Teixeira) TR: Rosas
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Hugo Almeida (27), Milhazes (61), Pereira (78), Pimentel (82 g.p.) e Piscinas (86 g.p.) Disciplina: Cartão vermelho a Pascoal (53) e André (82), por acumulação
Não se coloca em causa a justiça do vencedor, mas quando o árbitro quer assumir o papel principal num jogo de futebol, geralmente é notícia, mas pelos piores motivos. O Senhora mereceu ganhar, mas contou com uma ajuda que até era desnecessária. O jogo até começou bem, a chuva que se fez sentir antes e durante a primeira parte tornou o futebol praticado mais rápido e os lances de ataque de ambas equipas levavam sempre algum perigo às duas balizas. O primeiro sinal foi dado pelo extremo senhorense que apenas com André pela frente e o colega Hugo Almeida numa excelente posição preferiu colocar a bola fora do alcance do guarda-redes, mas esta saiu ao lado do poste esquerdo da baliza. Na resposta, Nico, após livre da direita, cabeceia e vê a bola embater no ferro da baliza. Os dados estavam lançados para uma excelente partida de futebol mas o árbitro viciou-os. Primeiro, na dualidade de critérios na amostragem dos cartões: a equipa da casa usou e abusou da agressividade e contou com a parcimónia do juiz da partida na análise disciplinar dos mesmos; Pascoal, na primeira falta recebeu cartão amarelo.
Hugo Almeida feliz
O jogo decorria entretido com boas jogadas de parte a parte, até que Carinhas dá uma sapatada na partida, aproveitando a permissividade do meio-campo baliense, para percorrer pela zona central do terreno com a bola controlada desde o grande círculo até à entrada da área. Aí, com a defesa contrária descompensada, assistiu Hugo Almeida, que numa posição duvidosa teve muita felicidade na obtenção do golo, pois ao tentar cruzar iludiu André num chapéu de belo efeito. A reacção visitante não se fez esperar e começaram a acercar-se com maior perigo da baliza senhorense. Até ao intervalo, o Leça do Balio instalou-se no meio-campo adversário e, com isso, sofria os rápidos contra-ataques dos velocíssimos extremos do Srª da Hora sempre bem servidos por Nélson.
Pascoal mal expulso
No início da segunda parte cedo se verificou que o Leça do Balio vinha com a mesma disposição de alterar o resultado negativo e continuava a ser a equipa que mais atacava embora sem resultados práticos. O sinal mais da equipa forasteira viria a sofrer um forte revés quando se viu reduzida a 10 unidades numa decisão incompreensível do árbitro: Carinhas tenta alcançar a linha de fundo pelo meio de Rui André e Pascoal, mas quando percebe que não consegue chegar à bola, inteligentemente provoca o contacto com o defesa-esquerdo que, injustamente, vê o segundo cartão amarelo e ordem de expulsão. Rosas efectua duas alterações quase em simultâneo no sentido de equilibrar a equipa: Nuno por Quim e Teixeira por Douglas. Joca não faz por menos e lança, também, jogadores de características ofensivas como Pimentel e Piscinas. O assédio baliense já não era tão intenso e foi com naturalidade que o Sra da Hora aproveitando a superioridade numérica chega ao 2-0.
Penalties a fechar
Os visitantes nunca desistiram de atacar e ainda se queixaram de uma mão dentro da área adversária, mas o máximo que conseguiram foi um pontapé de canto. Volvidos poucos minutos, mais um episódio caricato: André, desmarca-se pela esquerda partindo antes do meio-campo mas é-lhe assinalado fora-de-jogo. Aos 80 minutos, o Srª da Hora sentencia de vez a partida com o terceiro golo. Os espectadores, contudo, não arredaram pé, adivinhando novas situações peculiares. O quarto golo surge de uma grande penalidade indiscutível cometida por André que, desnecessariamente, recebe ordem de expulsão por acumulação de amarelos. Pimentel encarregue da marcação, não falhou. A contagem final ficou estabelecida por Piscinas, também na marcação de um castigo máximo, no último grande erro do juiz da partida, que vislumbrou uma falta quando Saraiva jogou apenas a bola. A arbitragem foi fraca para as duas equipas, embora com mais prejuízo para a equipa forasteira. No entanto, não se pode deixar de evidenciar o mérito e a justiça dos três pontos alcançados pela equipa da casa, que, assim, continua, instalada nos lugares de topo do campeonato.
António Silva
Figura (Srª Hora)
Saloma: O possante médio efectuou uma grande exibição, dominando o jogo aéreo e ganhando quase sempre a luta a meio-campo, zona onde a equipa adversária teimava em complicar com fintas desnecessárias que Saloma, com maior ou menor dificuldade, resolveu.
Figura (Leça Balio)
Abel: Parece um contra-senso dar o destaque a um defesa quando a equipa sofre cinco golos, mas não foi por Abel que a equipa baliense saiu esmagada. O defesa foi dos mais esclarecidos, procurando não inventar e jogar fácil. Foi igualmente importante nas compensações efectuadas mas… há dias assim.
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