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Leça Balio Marinha baliense afunda S. Félix
AF Porto Campeonato Distrital da I Divisão
Leça Balio, 2 S. Félix, 0
Jogo no Estádio do Perafita, em Matosinhos Árbitro: Pedro Teixeira (AF Porto)
Leça Balio: André; Rui André, Saraiva, Abel e Pascoal; Carlos Eduardo, Feliciano (Miguel Ângelo), Arlindo e André; Nico (Douglas) e Quim (Teixeira)
S. Félix: Miguel; João (Vítor), César, Quintão e Rufino; Viseu, Tião e Quim Nando; Luís, Pedrito e Carlos (Miguel)
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: André (70) e Nico (90) Disciplina: Cartão vermelho a Arlindo (55), por acumulação
Matosinhenses conquistam primeira vitória reduzidos a dez unidades
O Leça do Balio tentava alcançar, à quarta jornada, a primeira vitória no campeonato e afastar a senda de maus resultados que vinham a acompanhá-lo desde o início da competição. Sendo assim, não estranhou o começo mais forte da equipa da casa procurando o golo que desse maior tranquilidade, mas as oportunidades criadas não reflectiam o domínio territorial e, aos poucos, a equipa forasteira equilibrou a partida conseguindo chegar mais vezes, também, à área matosinhense. Foi uma primeira parte muito morna sem grandes ocasiões de parte a parte e, por isso, o nulo traduzia fielmente o futebol praticado por ambas equipas. A segunda parte começa na mesma toada com a agravante do Leça do Balio ter actuado em inferioridade numérica por expulsão de Arlindo, um dos jogadores mais experientes do plantel, que desnecessariamente impediu a marcação de um livre a meio-campo e, por conseguinte, recebeu o segundo cartão amarelo e ordem de expulsão.
Reacção baliense
Quem pensou que estaria perante mais uma tarde de desalento para as cores ouro-negras, depressa percebeu que estava enganado. A expulsão de um colega teve o condão de motivar os restantes balienses na luta contra as adversidades e efectuar um jogo de sacrifício onde foi evidente o enorme espírito de entreajuda entre todos os elementos. E foi por volta dos 70 minutos que Feliciano consegue “inventar” um espaço à entrada da área adversária, tabela com Teixeira, e na linha de fundo assiste André, que encosta para o fundo das redes. A partir daí, assistiu-se à reacção natural – de quem procura o primeiro resultado positivo e actua com menos um jogador – de recuar no terreno e dar a iniciativa de jogo ao S. Félix que teve uma oportunidade soberana de igualar a partida num remate de ressaca que levou a bola a embater no poste direito da baliza defendida por André. Até ao fim, a equipa da casa controlou sempre as investidas forasteiras com empenho e inteligência e seria bem no final da contenda que, num rápido contra-ataque, Teixeira assiste Nico, que tem tempo de flectir para a direita, ultrapassando um defesa contrário, e na cara do guarda-redes escolher o lado para onde enviar a “redonda”. Arbitragem tranquila e sem lances polémicos.
Figura
Feliciano: O mágico da equipa matosinhense. A qualidade técnica é visível e indesmentível, por vezes peca no individualismo, mas por outras cria desequilíbrios que resultam em golos. Para ele, a área dum lenço de papel é um latifúndio tal o que consegue fazer com a bola num espaço tão reduzido do terreno. Pelos desequilíbrios que criou, pelo que correu e pelo ritmo que soube colocar na partida, merece a distinção.
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