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Leixões - Cumpriu-se a tradição num jogo em que Roberto assinou “hat-trick” Reviravolta fantástica
Liga de Honra (3ª Jornada)
Jogo no Estádio Municipal do Algarve, em Faro Árbitro: Elmano Santos (Madeira)
Portimonense, 1 Leixões, 4
Portimonense: Ivo; Ricardo Pessoa, Marco Almeida, Rui Ferreira e Ruben Fernandes; Marinho (Miguel Boto, 66), Pintassilgo, Rui Baião e Eriverton; Rodolfo Lima (Miran, 66) e Pascal (Marco Abreu, 55) TR: Diamantino Miranda
Leixões: Beto; Alexandre, Nuno Silva, Elvis e Nuno Amaro; Bruno China, Jorge Duarte (Cícero, 63), Filipe e Hugo Morais (Pedro Cervantes, 63); Roberto (Malafaia, 70) e Jorge Gonçalves TR: Vítor Oliveira
Marcadores: Ruben Fernandes (1), Roberto (20 g.p., 32 e 43) e Jorge Duarte (25) Disciplina: Cartão amarelo a Rui Ferreira (38), Jorge Gonçalves (38), Ricardo Pessoa (45), Nuno Silva (68) e Filipe (80); Cartão vermelho a Rui Baião (34) e Pintassilgo (80); Expulsão do técnico do Portimonense, Diamantino Miranda (41)
Recuperação sensacional do Leixões no Estádio Municipal do Algarve, casa emprestado do Portimonense que desde a pré-época tem andado com a casa às costas. Em dois jogos fora de portas, o Leixões fez o pleno, somando nova vitória, desta feita, no Algarve, ao triunfo (2-0) averbado nos Açores. É um Leixões em alta aquele que começa a presente edição da Liga de Honra. Paradoxalmente, a equipa de Vítor Oliveira até entrou mal na partida e cedo ficou em desvantagem, golo de Ruben Fernandes, internacional sub-21 da equipa algarvia. O jovem atleta apontou um livre e foi feliz na forma como iludiu o guardião Beto. Logo no primeiro minuto, o Leixões começava a perder.
Reacção com fúria
A reacção do Leixões não se fez esperar. A equipa levantou a cabeça, assumiu o controlo e, após algumas ameaças, chegou à vantagem na conversão de uma grande penalidade, após Ruben ter carregado Jorge Gonçalves dentro da grande área. Roberto, sereno e confiante, igualou a partida. O jogo estava relançado. Mas o melhor para as centenas de matosinhenses que acompanharam a partida estava ainda para acontecer. Após um mau alívio da defesa algarvia, Jorge Duarte, na passada, disparou forte e certeiro para o fundo das redes, colocando, pela primeira vez, o Leixões em vantagem. Uma reviravolta com fúria que colocou atónita a formação de Diamantino Miranda.
Nervos à flor da pele
Ao minuto 32, Hugo Morais rematou forte e obrigou Ivo a uma intervenção de recurso. Mortífero, Roberto foi mais rápido que tudo e todos e recargou com êxito, elevando a vantagem leixonense. Delírio entre a massa associativa do Leixões. Rui Baião, repetente em situações deste género, acusou o toque e, num lance dividido, agrediu Alexandre. O árbitro nem hesitou na amostragem do cartão vermelho. Vida muito difícil para o Portimonense, que acumulava a desvantagem no número de homens à desvantagem no marcador. O Leixões já tinha o jogo na mão. A seguir, Diamantino Miranda, por protestos, também foi expulso. A equipa do Portimonense era o exemplo de uma “casa a arder”.
Sempre Roberto
Perto do final da primeira parte, o castigo capital para o Portimonense. Roberto, em tarde inspirada e eficaz, aproveita nova benesse da defensiva algarvia e faz o 4-1, assinando o seu primeiro “hat-trick” na prova. Jorge Gonçalves fugiu pela direita e cruzou rasteiro para a área, zona onde apareceu Roberto, à matador, a disparar para o aconchego das redes. Uma primeira parte memorável.
Apenas gerir
Na segunda parte, o jogo perdeu interesse. Todos sabiam que o vencedor estava encontrado e bastava apenas deixar passar os minutos. O Leixões geriu bem a vantagem. Sem forçar, sem acelerar, apenas a controlar as tímidas investidas contrárias. Ainda assim, podia ter marcado por intermédio do inevitável Roberto e, mais tarde, por Filipe, que rematou ao lado da baliza adversária. Também Bruno China voltou a assustar a equipa algarvia com um remate forte, mas Ivo com a ajuda da defesa afastou o perigo.
Mais uma expulsão
A finalizar, o Portimonense viu-se reduzido a nove unidades, após Pintassilgo ter sido admoestado com o cartão vermelho, alegadamente por protestos. Era o último capítulo de um jogo em que o Portimonense perdeu a cabeça após o golo do empate obtido pelo Leixões. A equipa de Vítor Oliveira, sempre mais inteligente, soube manter a serenidade no período inicial e assinou com classe uma reviravolta fantástica, decidindo a partida ainda na primeira parte. Notável. O árbitro, Elmano Santos, foi muito contestado pelos adeptos locais. Houve lances de difícil análise, mas o resultado final não merece discussão. No penaltie, merece o benefício da dúvida e, nas expulsões, limitou-se apenas a cumprir as leis. Figura
Roberto: Inevitavelmente, o homem do jogo. Assinou um “hat-trick” e desequilibrou a balança a favor do Leixões. Recuperado das lesões que o afectaram na pré-época, o ponta-de-lança recrutado ao Penafiel promete ser mesmo o “bombardeiro” que o Leixões precisa para atacar a subida. Tarde inesquecível.
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