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Arquivo: Edição de 06-09-2006

SECÇÃO: Desporto


Senhora Hora - Primeiro andar construído
Senhorenses passam com distinção na primeira avaliação

AF Porto - Campeonato Distrital I Divisão – 1ª Jornada

Senhora Hora, 2 S. Pedro Rates, 0

Jogo no Parque de Jogos do SC Srª da Hora
Árbitro: Raúl Vasco (AF Porto)

Senhora da Hora: Figueiras; Carinhas, Milhazes, Trajano e Tobias; Nuno Ribeiro, Igor e Pimentel; Serrão (Bicas, 45), Pedro (Piscinas, 45) e Pereira (Saloma, 69)
TR: Joca

S. Pedro Rates: Joel; Zequinha, Pedro Sérgio, Barreca e Miguel (Mapuata 44); Pedro (Ribeiro, 70), Daniel e Rita; Ruizinho, Marrocos (Abilheira, 65) e Jardel
TR: José Dantas

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Pereira (44) e Piscinas (54)
Disciplina: Cartão amarelo a Trajano (33), Jardel (39), Rita (53) e Pereira (63)

Entrada triunfante do Senhora da Hora no primeiro desafio da nova época, a contar para o distrital da I Divisão. A formação de Joca pode não ter deslumbrado ao longo dos 90 minutos, mas venceu um S. Pedro Rates aguerrido que tentou dificultar a vida aos matosinhenses no sintético do Senhora da Hora. São os três primeiros pontos de uma temporada que se adivinha árdua, mas a avaliar pelo primeiro encontro os senhorenses tem matéria para desempenhar uma boa prova.

Liderança morna

O Senhora da Hora surgiu em campo com seis caras novas em relação à época anterior e cedo começou a ter as rédeas do encontro. O jogo começou morno, mas, aos poucos, a formação da casa viu-se na obrigação de comandar as operações e foi a partir de um meio campo tecnicista, com Igor e Pimentel, que todo o jogo passava. Por seu turno, o conjunto da Póvoa de Varzim recuou as linhas e organizou as suas posições sempre no último terço do terreno, tentando explorar a velocidade de dois homens nas alas do ataque, que auxiliavam Jardel… do S. Pedro de Rates.
No entanto, cedo se evidenciou o novo pilar do Senhora da Hora, Trajano (ex-Balasar) chegava para as encomendas na defensiva. Em 45 minutos, os momentos de perigo resumiram-se a um remate de fora da área de Pimentel (7), uma cabeçada de Trajano, após pontapé de canto (40) e um remate na passada de Pereira sobre o lado direito com a bola a sair ao lado (41).

Pereira à ponta-de-lança

Quando o empate já entrava no figurino de todos para o resultado verificado ao intervalo, Pereira, à ponta-de-lança, faz o primeiro da época. Jogada de insistência do Senhora da Hora, com Pimentel a rematar à entrada para uma defesa incompleta de Joel, onde Pereira aproveita a recarga para facturar em esforço junto ao poste. Um golo na altura certa, com o apito do intervalo a surgir pouco depois.

Chapéu de aba larga

Joca tentou rectificar algo ao intervalo na tentativa de dar mais agressividade ao ataque e de uma assentada mudou os extremos da sua equipa. Aposta feita, aposta ganha. Volvidos nove minutos, o recém-entrado Piscinas, após um disparate do guardião forasteiro, aproveitou para fazer um golo de belo efeito.
A mais de 40 metros da baliza, descaído para a esquerda, fez um chapéu de abas certas, quando o guarda-redes já lá não morava. Foi, de facto, o momento alto da tarde e único de um segundo tempo controlado pela equipa anfitriã.

Mais espaços

Ainda com muito tempo para se jogar tinha de ser a equipa de José Dantas a correr atrás do prejuízo. Assistiu-se, então, a uma das fórmulas lógicas do futebol: o S. Pedro Rates tentou alargar a frente de ataque e a manta ficou curta, surgindo espaços na sua rectaguarda. E com 20 minutos para o final, no desafio de bancos, Joca resolve jogar o último trunfo, e lança Saloma para o lugar do esgotado Pereira. A “flecha negra” entrou numa tentativa de dar maior vivacidade à linha da frente, mas apesar de evidenciar muita vontade nunca traduziu em perigo real os seus predicados. Quem não foi eficaz foi Pimentel, que permitiu ao “portero” do S. Pedro Rates defender uma grande penalidade. Até ao fim, a defesa do Senhora da Hora foi sempre dando para as despesas, mas na frente de ataque, apesar da superioridade demonstrada, os golos não mais apareceram. Existe na Senhora da Hora matéria-prima para fazer uma obra de nível, tendo apenas que o “encarregado” encaixar as peças no seu lugar de forma ao empreendimento ficar com andares suficientes. O primeiro já está construído.
Arbitragem positiva.

Figura

Trajano: Há um novo baluarte no Senhora da Hora. Na primeira amostra da época, o central proveniente do Balasar mostrou futebol a mais para um campeonato distrital. Forte, destemido, seguro e eficaz, são alguns dos atributos que caracterizam a actuação do número 4 senhorense. Para seguir atentamente nas próximas jornadas.

Joca – Treinador do Senhora da Hora
“Importante ganhar no arranque”

“Sabíamos que tínhamos que trabalhar muito para vencer este jogo diante de uma equipa difícil, mas penso que fomos a melhor equipa. O principal objectivo era vencer porque é importante ganhar no arranque. Mas há ainda trabalho pela frente porque existem algumas coisas a rectificar. No entanto, para primeiro jogo foi muito bom”.

Por: Bruno Leite

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Edição de 10-02-2010
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